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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Da Escrita

Eu escrevo, além do blog.

Descobri há relativamente pouco tempo, que gostava de escrever e mergulhei num mundo estranho que se chama fanfiction e que acho que já falei aqui.

Mas acho que nunca postei o que escrevo por isso aqui vai o link para uma história minha, inspirada em personagens de uma série de TV.

Digam-me o que acharam ;)

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Desafio das 52 Semana - S4 (As minhas citações preferidas)

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As minhas citações preferidas: 

Sem ordem específica. Confesso que algumas não sei de cor e tenho a certeza que me esqueci de muitas, mas estas costumam estar presentes no meu dia-a-dia.

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Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Gorduchita  e o Triptofano 

(nomes ordenados alfabeticamente)

Espreitem o que cada um de nós vai respondendo ao longo do ano também podem espreitar pelo tag  52 semanas.

Desafio das 52 Semanas - S3 (Coisas para se fazer no calor...)

Coisas para se fazer no calor...

 

... beber limonada de frutos vermelhos com muito gelo

... beber carapinhas no pátio ao anoitecer

... lagartar (basicamente não fazer nada num sitio ao sol)

... ir à praia

... passear lá fora

... usar pouca roupa

... férias, férias, férias

... acampar

... jantar lá fora

... esplanar (de dia ou de noite)

... mergulhar no mar

... duches frios

 

(a lista seria enorme, porque adoro calor...)

Do Movimento #Metoo

Honestamente, muito honestamente mesmo (não fiquem chateadas comigo por dizer isto) como mulher cada vez menos me identifico com o movimento #metoo.

Entendo, defendo e respeito, mas acho que está a ser utilizado de forma totalmente errada, reconheço que continuamos a viver num mundo de homens, concordo totalmente com as denuncias feitas, e sem dúvida que é o momento de dizer basta. Mas como tão sabiamente uma das minhas melhores amigas dizia ontem, o movimento #metoo surge no intuito de acabar com o velho que se encosta a nós no autocarro, com o gajo que nos apalpa gratuitamente na discoteca ou com o ordinário que se roça em nós numa fila qualquer. Este tipo de situações sempre aconteceu e está enraizado numa geração que perpetuou este tipo de comportamento por muito tempo e eu sou totalmente a favor de sensibilização neste sentido, basta deste tipo de falta de respeito. Entendo que daí tenham surgido denúncias mais graves e com cariz mais agressivo e respeito quem passou por algo semelhante e o denunciou. O meu problema é, mais uma vez, a forma como as coisas são levadas ao extremo. 

Hoje o movimento #metoo deixou de ser um movimento cívico, de cariz educacional, no sentido de mudar a mentalidade actual no que diz respeito à forma como olhamos, tratamos e lidamos com o ser humano (neste caso, mais vocacionado para as mulheres), para se tornar numa arma de arremesso contra os homens no geral. 

Tenho a certeza absoluta, que muitos homens passaram por situações de assédio e não há qualquer tipo de referência a esse facto, é quase como se fosse proibido eles falarem, visto fazerem parte do género agressor.

Na verdade acho que se desvirtuou o objecto principal do movimento (como é costume infelizmente) o que leva a que os excessos prevaleçam sobre o bom senso, levando-me mais uma vez a remar contra a corrente e a distanciar-me um pouco.

Se acho que vivemos (ainda) num mundo de homens? Sim acho, como mais uma vez a minha amiga dizia sabiamente, para sermos um(a) gestor(a) de topo temos de abdicar da nossa vida familiar e as mulheres têm sempre mais responsabilidades nessa área que os homens, levando a que haja menos gestoras de topo que gestores de topo. Na realidade nunca ambicionei um cargo de topo, mas entendo que para atingir tal patamar a minha vida familiar seria sacrificada, também acredito cada vez que isso tem a ver com a forma como gerimos o trabalho e que no futuro, isso será um pouco diferente, hoje em dia, há muita coisa que se pode fazer através de um computador, de onde quer que seja, as empresas (e as pessoas também) é que não gostam de admitir que é possível gerir à distância. Se há falta de oportunidades para mulheres em certas áreas? Sim sem dúvida, há pouquíssimas mulheres realizadoras por exemplo, e todos sabemos que é por falta de oportunidade nesta área.

No entanto, quando olho à minha volta, julgo que a Europa está (felizmente) um bocadinho mais evoluída no que diz respeito à desigualdade de género e julgo ser por isso que o movimento teve tanto impacto nos EUA. Mas falando por mim (e eu sei que não sou exemplo para ninguém), que trabalho num universo totalmente masculino, numa equipa de 11, onde eu sou a única mulher, apenas um colega manifesta desconforto por me ver a desempenhar trabalhos mais "masculinos". Neste universo de 11 pessoas temos escolaridades e idades totalmente heterogéneas, levando-me a pensar que isto do tão falado machismo e feminismo está um pouco ultrapassado. Li algures num blog a propósito do #metoo que a autora em questão não queria que a filha crescesse num mundo onde são feitos comentários como "O teu pai vai ter de comprar uma caçadeira por causa desses teus olhos" ou "vais dar muitas dores de cabeça ao teu pai com essa carinha linda" ou algo do género. Sim este tipo de comentários é completamente desnecessário, mas também é cada vez menos frequente, o meu avô que em tempos não permitiu que a minha mãe não fosse trabalhar para uma determinada empresa porque ia trabalhar só com homens, hoje já não faz comentários de teor dos referidos acima e não vê problema nenhum em a neta trabalhar só com homens. 

É muito importante perceber que a sociedade somos nós e somos nós que criamos as diferenças que se falam neste momento, será que é alimentando um ambiente extremista que parece estar a criar um fosso entre dois mundos tão diferentes (mas que desde o inicio da vida se completam) que vamos mudar a sociedade?

Para já não tenho a resposta, mas inclino-me mais para não...

Felizmente tenho à minha volta muitos homens, que não ajudam nas tarefas domésticas, mas partilham-nas com a mulher da casa, e isso para mim é motivo de orgulho desta geração, conheço bastantes homens que depois dos 50 passaram a levantar a mesa e a estender roupa entre outras coisas, porque perceberam que aquela partilha era necessária, mais uma vez acho que é motivo de orgulho desta geração. 

Se isto se reflecte no resto do país, da Europa ou do Mundo não sei, mas também acho que não vivo numa bolha.

Sou consciente de que há países em que às mulheres nem é permitido conduzir, eu não sou naif, e leio o suficiente para saber das atrocidades que as mulheres sofrem pelo mundo (inclusive no nosso país), assim como sei que mostrar o decote ou as pernas (ou mais) é (ou era) pré-requisito para conseguir um papel em Hollywood e como é óbvio sou totalmente contra qualquer tipo de assédio sexual (dentro e fora do ambiente laboral) não consentido, mas o clima de desconforto com se começou a gerar desde que o movimento tomou proporções mundiais não transmite de todo o sucesso do objectivo inicial desta acção.

Para mim a luta, é e sempre será por um mundo melhor, e ai entra muita coisa, como a educação dos nossos filhos, a protecção do meio ambiente e a igualdade de género, como é óbvio, mas lembrem-se que a igualdade de género abrange as mulheres e os homens em todas as circunstâncias e não só naquelas que agradam mais a uns ou a outros. Não deixem que a comunicação social e as redes sociais desvirtuem as vossas (nossas) lutas e as vossas (nossas) certezas. Como uma das actrizes que não se vestiu de preto nos Golden Globes disse. 

"Nós não devemos ter que vestir preto para sermos levadas a sério."