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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Da Reeducação

Eu sei que parece que estou sempre a bater na mesma tecla, mas cada vez mais acho que se torna urgente olhar com alguma atenção para a falta de bom senso que assola este país e talvez o mundo.

A bomba que caiu no Facebook sobre os livros de actividades para meninos e meninas veio mais uma vez mostrar como é necessário agir nesta área.

Não, eu não concordo que o governo tenha recomendado a retirada do livro do mercado, acho descabido e roça muito a uma atitude de tempos que não deixaram saudades e honestamente acho que a censura não é a solução, apesar de às vezes me questionar acerca deste assunto. No entanto, para mim a questão mais importante aqui é, como é que alguém validou aquela publicação e não questionou a situação antes dos livros chegarem às livrarias, a sério que todas a pessoas que trabalharam nos livros acharam normal aquele tipo de diferenciação???

Não, eu não sou de todo feminista, na maioria das vezes não me identifico com a forma como as e os feministas tentam defender a causa e acho que na maioria das vezes o argumento está completamente desajustado. No entanto há mensagens feministas de muito valor como a da Pink nos VMAs Awards. E sim com este tipo de mensagem eu identifico-me, fazer-nos valer pelo que somos e mostrar aos outros que esse é o caminho. No entanto publicar livros para meninos e meninas com exercícios que apresentam graus de dificuldade diferentes para a mesma faixa etária é algo no mínimo pouco ético, apesar de eu defender que cada criança cresce ao seu ritmo, este facto não diferencia género, o que me faz questionar o que se passa com a nossa sociedade.

Quando a bomba rebentou no Facebook, eu senti-me agradecida por cada vez publicar menos por lá. Comecei a "fugir" um pouco daquele mundo, porque deixou de ser agradável a leitura do feed notícias, ou só leio desgraçadas (que não faço a mínima idea se são ou não verdadeiras) ou leio comentários raivosos de gente que usa o ecrã como escudo e debita todas as barbaridades que lhe vêm à cabeça.

Sim, eu sei que todas as redes sociais transbordam deste tipo de situações, mas há umas mais soft que outras.

Mas o que eu quero dizer com isto tudo é que, para não recorrermos à censura (como o governo acabou por fazer de uma forma ligeira) temos de reeducar as pessoas, temos de voltar a ensinar o respeito pelo próximo, os valores, a linha que determina onde acaba a nossa liberdade de expressão e começa o direito de resposta do próximo, a linha que determina onde acaba o nosso direito de resposta e começa o direito à privacidade do próximo, o bom senso e a boa educação.

Sem este valores bem clarificados, as redes sociais vão continuar a ser campos de batalha e vão sem dúvida continuar a fazer baixas, sejam elas livros, pessoas, ou infelizmente valores que nos costuram tanto a conquistar.  

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