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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Disto de Ser Mãe #7

Disto de Ser Mãe passou a rubrica, tenho sempre muita coisa para dizer acerca do assunto...lol

 

Adoro ser mãe, sempre foi sem dúvida um desejo. Julgo que a minha relação com a minha irmã é um pouco estranha (para não dizer outra coisa), exactamente por sempre ter assumido um papel demasiado maternal com ela.

Quando era mais nova achava que queria ser mãe aos 25. Quando os 25 chegaram, estava longe de querer engravidar ou mesmo estar preparada para isso. O tempo passou e chegámos a uma altura em que eu só pensava no assunto. Quando finalmente achámos que a altura tinha chegado eu estava nos 30. O Mini nasceu e uma semana depois fiz 31 anos. Não sei se foi tarde, se foi cedo, nem quero realmente saber. O que interessa é que adoro ser mãe. 

Mas... sim há sempre um mas, quando olho à volta tenho sérias dúvidas onde me situar nesta coisa da educação, maternidade, parentalidade, etc. 

Cada vez há mais informação disponível e cada vez há mais gente a seguir movimentos educativos diferentes e muitas vezes quando olho para a nossa família questiono se estamos ou não a ser bons pais (e sim eu sei que esta dúvida nos vais assombrar por muito mais tempo do que aquele que gostamos de admitir).

 

Hoje o tema são as "fases" e os nossos dramas.

 

Ter dois filhos dá-me alguma vantagem nesta situação. Mas desde que o Mini nasceu que comecei a perceber que nos bebés e crianças as coisas mudam relativamente rápido, e muitas vezes aquilo que parece um drama sem solução nos primeiros dias acaba por se resolver, por si mesmo, algum tempo depois. 

Há "fases" mais chatas que outras, há coisas com que lidamos mais facilmente que outras, mas hoje sei que olho para o Micro com muito mais calma e muito menos stress do que olhei para o Mini. Basta referir que o Micro não engordou uma grama entre os três e os quatro meses de idade, aliás até acho que numa das semanas perdeu peso e eu encarei aquilo com muita descontracção, o miúdo mamava, não queria o suplemento, eu não estava a criar um porco para a engorda e já sabia, de outras voltas, que enquanto ele estivesse reactivo bem disposto e sem doenças visíveis estaria bem, por isso quando o enfermeiro me perguntou porque estava tão descontraída com a situação lhe respondi calmamente. "Parece-lhe uma criança com fome?" E ele riu-se e disse que não e assim ficámos até o miúdo decidir que afinal já queria o suplemento e começou a ganhar peso.

Os miúdos passam por inúmeras fases estranhas, que passam por coisas tão variadas como não querer biberon para depois adorar biberon, não comer legumes, não comer carne, não comer peixe, não comer fruta, comer tudo e mais alguma coisa, não comer nada, só fazer o número dois na fralda quando já fazem o número um há séculos na sanita, não precisar de fralda e voltar a precisar, fazer birras porque o pai ou a mãe vai embora, timidez extrema, falar pelos cotovelos, entre tantas outras pequenas coisas que verificamos diariamente. 

O Micro durante o inverno recusou-se a comer qualquer tipo de fruta, a única fruta que acabava por consumir era nos sumos que eu fazia para bebermos, no entanto, de algum tempo para cá começou a comer banana e também já come alguma melancia. 

Provavelmente se tivesse sido o Mini a passar por isto teria tentado tudo e mais alguma coisa, para o fazer comer fruta, mas hoje sei que o Micro eventualmente vai acabar por começar a comer fruta, nem que seja porque lhe digo que não sai da mesa enquanto não o fizer. Se é chato? É! É chato saberes que ele não aprecia fruta, algo que é muito importante para uma alimentação equilibrada, mas sei que no futuro a fruta vai acabar por entrar na rotina dele, assim como tantas outras coisas entraram.  

Conheço muitas mães, umas mais descontraídas que eu e umas menos descontraídas que eu, sei que me ajuda o facto do pai ser assim mais relax, mas sem dúvida que não ganhamos nada em dramatizar com as pequenas crises que os miúdos geram à sua volta, faz tudo parte do crescimento e evolução deles.

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