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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Disto de Ser Mãe #4

Amo os meus putos, a sério que sim, como não amei nada igual na vida, porque o amor de mãe é diferente, é gigante e enche-nos a alma, mas é manipulador e masoquista. Leva-nos aos extremos da complacência e da loucura. É uma droga do caraças no bom e no mau sentido.

Neste momento estão ambos numa fase linda, onde o Micro me abraça e me beija com toda a força que tem, corre para mim a chamar pela "mamã"(preferia mãe mas enfim...), fala em catadupa sem que ninguém o perceba, esconde a cara com as mãos quando tem vergonha ou quando faz asneira e ri à gargalhada de quase tudo, demonstrando que é um puto feliz.

Uma fase muito boa, onde o Mini faz amigos com uma facilidade incrível, gosta de me ajudar a fazer o jantar, brinca com o irmão, tem amigos fora da escola e fora da sala dele, com quem tenta passar tempo (o que acho magnífico), brinca com os colegas que estão mais sozinhos e preocupa-se em manter todos contentes com ele.

No entanto, em casa, isto é apenas 10%, porque os restantes 90%, são com birras porque não querem comer (ambos), discussões porque querem as coisas um do outro, amuos porque não lhe faço as vontades, etc, etc, etc.

Confesso que eles me conseguem fazer passar por completo. Eu tento não gritar, mas há momentos em que um ser demoníaco desce sobre mim e eu não consigo não pregar dois berros e mandá-los para o quarto. 

Eu sempre disse que queria ter mais filhos, e continuo a dizer, mas há momentos em que me oiço e penso: "Esta gaja tá maluca! WTF"

Quando era só o Mini isto tudo também acontecia, porque, felizmente ou infelizmente, nem sei bem, tenho filhos cheios de personalidade e com uma grande dose de teimosia (não percebo porquê, já que os pais são ambos tão flexíveis...) mas repreender o Mini com o Micro agarrado à minha perna, ou repreender o Micro com o Mini a rir-se da asneira que o outro acabou de fazer roça um bocadinho a loucura.

Mas tudo isto passa, quando a educadora do Mini comenta com alguém que nos conhece, que o Gabriel é um doce de menino e que parece um homem em ponto pequeno, sempre muito cordial e educado ou quando todas as auxiliares da escolinha do Micro lhe chamam Nenuco e fazem fila para o ter ao colo porque ele é muito mimoso.

E é aqui que o coração de mãe se enche de orgulho e nós nos esquecemos do copo de leite que o outro derramou porque não faz nada com atenção ou do rasto de água que o mais pequeno deixou pela casa toda porque acha giro ver as gotas a pingar da tetina.

E assim sou uma mãe de coração cheio (nos dias bons )!

 

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