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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Do Dia da Mulher

Hoje de manhã li este post e fiquei feliz.

Fiquei feliz por saber que num mundo de estereótipos e onde já poucos gostam de pensar e preferem absorver o que vêm na TV ou nas redes sociais, ainda há pessoas que tal como eu, pensam e questionam-se.

E não me entendam mal, relativamente ao tema do momento, a igualdade de género, eu defendo a igualdade salarial, a igualdade de respeito, a igualdade de reconhecimento e a igualdade de oportunidades. Mas não defendo a igualdade de género, por uma razão muito simples, os homens e as mulheres não são iguais, biologicamente, fisicamente, hormonalmente, intelectualmente, sensorialmente. 

Eu não quero ser igual ao homem, porque não tenho a mesma força que ele, não lido com os problemas da mesma forma que ele, não vivo os momentos da mesma forma que ele e principalmente não sinto da mesma forma que ele, mas isso não é mau, é apenas diferente. 

Se uma mulher quiser ser CEO de uma empresa, força nisso!

Se uma mulher quiser ser Presidente da Républica, Primeira Ministra, Ministra ou Deputada, força nisso!

Se uma mulher quiser ficar em casa a cuidar dos filhos, força nisso!

Se uma mulher quiser ser administrativa, força nisso!

Se uma mulher quiser jogar futebol, força nisso!

Se uma mulher quiser conduzir um camião, força nisso!

Se uma mulher quiser ser costureira, força nisso!

Tal como o homem, a mulher pode ser o que quiser desde que consiga desempenhar a função. Só não acho que criar quotas e estabelecer critérios seja a solução para promover um mundo mais justo em termos de género.

Eu não quero igualdade de género, quero liberdade de escolha, e principalmente quero consciência e coerência. Não acho que devemos ser pedreiras só para provar ao mundo que uma mulher consegue fazer o trabalho que normalmente é o homem que faz. Mas se alguma mulher quiser seguir a profissão, acho que deve poder fazê-lo e deve receber o mesmo salário que o homem.

Quero ganhar o mesmo que o meu colega que tem exactamente a mesma função que eu, mas não quero que me abram a porta porque eu consigo abri-la sozinha.

Sei que a luta pela a igualdade de género é imensamente importante em países menos desenvolvidos, onde ser mulher ainda é quase um crime, não sou de todo alheia a estas realidades e sempre que posso apoio-as o melhor que me é permitido e defendo a causa. No entanto, acho que os nossos valores estão completamente desvirtuados e que o feminismo pode torna-se tão obtuso e negativo como o machismo. (Recentemente a Emma Watson sofreu na pele este facto).

E eu sei que ainda há um longo caminho a percorrer na "civilizada Europa" e um caminho gigante a percorrer na maioria dos países africanos e em boa parte do medio-oriente. Mas na maioria dos casos, nas zonas "mais civilizadas" do mundo, a mudança vem de nós, da educação que damos aos nossos filhos, da forma como nos impomos na sociedade e na forma como lutamos pelo que queremos. As cotas, leis e regras podem funcionar em termos de força, mas não mudam mentalidades, hábitos e formas de estar na vida. A mudança tem de vir de nós,sociedade, mas sim, de nós mulheres também.

Por isso Mulheres, sejam felizes hoje e todos os dias, sejam reais, verdadeiras e acima de tudo sejam livres.

 

 

Ps1: Não sejam vacas para as outras mulheres!

Ps2: Sintam-se completamente à vontade para discordar comigo ;)

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