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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Do Dia de São Valentim

Não me lembro da última vez que fiz algo especial no dia de São Valentim.

Lembro-me dos tempos de liceu em que enviávamos cartas anónimas, aos rapazes por quem morríamos de amores e que geralmente eram os mesmos rapazes por quem as nossas amigas morriam de amores e esperávamos ansiosamente por receber pelo menos uma carta anónima que nos fizesse sonhar com um admirador secreto bem giro que nos queria namorar. 

Não me lembro bem se cheguei a receber alguma dessas cartas ou não, mas se recebi foi no máximo uma ou duas, não mais, e não causou impacto porque realmente não me lembro.

Depois dos tempos de liceu pouco me lembro das comemorações, se as houve, desse dia. Acho que cheguei a ir jantar com amigas e pensar que foi a maior loucura que fizemos porque foi quase impossível arranjar um local para jantar. E lembro-me bem de um dia de São Valentim relativamente traumático, onde um ex-namorado que ainda não estava bem apagado do meu coração ter aparecido em minha casa nesse dia com a desculpa magnífica que tinha algumas coisas minhas para me devolver. Foi uma das conversas mais difíceis da minha vida e nunca mais me esqueci. Na realidade o que ele conseguiu foi fazer-me regredir muitos meses na minha recuperação. Mas tirando isso, foi um dia que pouco significado teve para mim.

Desde que comecei a namorar com o meu homem, julgo que não saímos nesse dia para comemorar, às vezes faço um jantar diferente outras vezes não. Nunca valorizamos o dia e a única comemoração oficial que fazemos do nosso amor é no nosso aniversário, que por coincidência ocorre cinco dias depois do dia de São Valentim. De resto celebramos o nosso amor quase todos os dias (porque há dias que não há muitos motivos para celebrar :P), porque como comentei hoje com alguém, somos o casal mais informal que se pode imaginar.

Este ano pensámos os dois (great minds think alike!) que podíamos encomendar sushi e abrir uma garrafa de vinho, mas parece que não fomos os únicos com vontade de sushi e a fila no restaurante que costumamos encomendar era enorme e nem sei se estavam a aceitar encomendas com tanta gente que lá estava para jantar. Acabei por fazer uma massa com uns cogumelos frescos que tinha em casa e abrimos a garrafa de vinho para acompanhar. Jantámos os quatro, rimos e brincámos e jogámos jogos à mesa até o Micro pedir o "eitinho" e constatar-mos que já era hora deles estarem na cama. 

A sobremesa, foi patrocinada pelo comercio local, já que quem fizesse compras no comércio tradicional podia comprar o Doce do Amor por um preço simbólico.

 

 

 

Em resumo para mim acaba por ser um dia normal,mas em que tudo está mais caro e em que se torna impossível fazer coisas simples como encomendar sushi (coisa que fazemos muitas vezes). 

Mas confesso que gosto de toda a excitação que os miúdos fazem à volta do dia. Aqui em casa ambos levaram corações para a escola e ambos os locais estavam totalmente decorados a rigor. E as conversas ao final do dia eram sobre o dia de São Valentim.

E para o ano haverá mais corações de papel, mais Doces do Amor e mais jantares divertidos com putos bem dispostos e cheios de energia. Espero eu! 

    

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