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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Dos Limites da Liberdade de Imprensa

Ultimamente tenho muita, mas mesmo muita dificuldade em ver notícias na televisão. Já abordei o tema aqui recentemente, mas não consigo não falar sobre o assunto de novo, especialmente porque acho que neste momento há muita gente a aproveitar-se da situação.

A minha principal questão é muito simples, onde acaba a liberdade de impressa e começa a privacidade do resto do mundo.

Eu sei que nem todos os jornalistas são iguais e sei que há muito bom trabalho nesta área, mas neste momento todas as notícias que abrem os nossos telejornais são basicamente situações empolgadas pelo facto de haver uma necessidade desmesurada da comunicação social de expor e mostrar cada segundo do que se passa em todo o lado e de não perder um único frame do filme do dia-a-dia comum de qualquer país.

A necessidade desmesurada de mostrar a "notícia", de explorar e de acusar é tão grande neste momento vale tudo, para quem quer dar a notícia e para quem ser notícia. 

E isto até seria pouco grave se daí não surgissem consequências, mas surgem como é óbvio, e assim demitem-se ministros, julgam-se pessoas e mata-se gente em directo, para depois informar que afinal o ministro já não carece de demissão, o ladrão aparentemente não roubou ninguém e quem morreu felizmente não estava morto.

E sim eu, maioritariamente, não vejo notícias na televisão, mas até ouvir as notícias no rádio, neste momento me dá a volta ao estômago. 

Todos sabem tudo, mas afinal não sabem nada. Os tempos de antena que neste momento certos políticos lutam para obter são uma verdadeira palhaçada, os "especialistas" que surgem em horário nobre são uma vergonha e os "achistas" então, dão cabo de mim.

E sim, eu também sei que não preciso de sujeitar a ouvir nada disto, mas sempre senti uma necessidade grande de me sentir informada e enquadrada no que se passa à minha volta, por isso gostava muito que o conteúdo informativo evoluísse um pouco, mas tenho pouca esperança.

 

Quem gosta disto são os putos que já não têm de deixar de ver a RTP2 para ouvir o Telejornal!

 

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