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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Quatro anos de Mini!

Adiei a entrada no mundo das mães e pais e fraldas e bebés porque achava que a nossa vida não estava estável o suficiente e quando finalmente decidimos que sim era esta a altura certa, o pai ficou desempregado. A partir daí percebi que não há alturas certas e há quatro anos atrás foi sem duvida a altura.

A altura em que tudo mudou, mas para melhor e também não mudou tão radicalmente como muita gente gosta de pintar.

A altura em que tu chegaste.

A altura em que percebi que pode acontecer muita coisa num parto e que nada é tão simples ou tão complicado quanto parece.

A altura em que percebi que o instinto maternal não é bem aquilo que as pessoas dizem.

A altura em que entendi que o amor entre uma mãe e um filho não é instantâneo e cresce e é alimentado todos os dias.

A altura em que descobri que ser mãe é fodido.

A altura em que realizei que tu tomaste um lugar no meu coração que mais ninguém pode ocupar.

A altura em que constatei que um casal se une de uma forma extraordinária e desenvolve laços quase inquebráveis que até ai não existiam, após o nascimento de um filho.

A altura em que me caiu a ficha e gritei em silêncio "OMG sou mãe deste puto e agora?"

A altura em que aprendi a amar de outra forma.

A altura em que decidi que isto de ser mãe tinha de ser bom e não um stress diário.

A altura em que deixei de me rir sozinha porque agora tu estavas quase sempre comigo.

A altura em que percebi que ser mãe também é uma cena do caraças e que queria ter mais filhos.

Desde essa altura quatro anos passaram.

Quatro anos de muitas alegrias, muitos dias felizes, muitas histórias giras para contar, muitos sorrisos, muitas gargalhadas e muitos momentos para recordar. 

Mas também foram quatro anos de muitas birras, muitos gritos, muitas quedas e muitas preocupações.

Há quatro anos que tento ser uma boa mãe, apesar de ainda não saber bem o que isso é, que luto para não me passar da cabeça e que com o pai, tento que vejas o mundo com todas as cores que ele tem.

Passou a ser quase impossível ir à casa de banho sozinha, tomar banho sozinha, ver uma das minhas séries antes das 22h, dormir uma noite inteira, jantar qualquer coisa que esteja no frigorífico, entre muitas outras coisas.

Mas adoro ver-te crescer, adoro ver-te sorrir, adoro observar-te a tentar resolver problemas e a superar medos, adoro ver como te apaixonaste pelo teu irmão, mas não no imediato, foi assim devagarinho e hoje é das melhores partes do meu dia... observar-vos a brincar juntos.

Foram quatro anos excelentes, cheios de altos e baixos, como deve de ser. És um miúdo cheio de personalidade e de curiosidade. És tímido, teimoso e não és um puto fácil, mas qual seria a piada se fosses não é?

 

Espero que continues a crescer feliz, e no meio de todas as birras, fitas e traquinices que fazes nos enchas a vida de sorrisos e amor, como tens feito até aqui.

Obrigada meu "mini amor".

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