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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Coisas #34

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1 Coisa: Eu sei que este blog tem andado muito calado, mas a minha inspiração para escrever tem andado desaparecida, espero que volte em breve.

 

2 Coisas: Eu adoro o Verão e o calor e confesso que vai ser dificil volta a vestir camisolas e botas, mas isto já é um bocadinho abuso não???

 

3 Coisas: Duas semanas e vou de férias, como deve ser, finalmente.

 

4 Coisas: Indroduzi um dia de receitas vegetarianas na nossa rotina alimentar familiar e estou a adorar.

 

5 Coisas: Era suposto ter feito o livro de fotos das férias com os miúdos até ao final de Setembro...(não vou comentar).

 

 

 

Da Reeducação

Eu sei que parece que estou sempre a bater na mesma tecla, mas cada vez mais acho que se torna urgente olhar com alguma atenção para a falta de bom senso que assola este país e talvez o mundo.

A bomba que caiu no Facebook sobre os livros de actividades para meninos e meninas veio mais uma vez mostrar como é necessário agir nesta área.

Não, eu não concordo que o governo tenha recomendado a retirada do livro do mercado, acho descabido e roça muito a uma atitude de tempos que não deixaram saudades e honestamente acho que a censura não é a solução, apesar de às vezes me questionar acerca deste assunto. No entanto, para mim a questão mais importante aqui é, como é que alguém validou aquela publicação e não questionou a situação antes dos livros chegarem às livrarias, a sério que todas a pessoas que trabalharam nos livros acharam normal aquele tipo de diferenciação???

Não, eu não sou de todo feminista, na maioria das vezes não me identifico com a forma como as e os feministas tentam defender a causa e acho que na maioria das vezes o argumento está completamente desajustado. No entanto há mensagens feministas de muito valor como a da Pink nos VMAs Awards. E sim com este tipo de mensagem eu identifico-me, fazer-nos valer pelo que somos e mostrar aos outros que esse é o caminho. No entanto publicar livros para meninos e meninas com exercícios que apresentam graus de dificuldade diferentes para a mesma faixa etária é algo no mínimo pouco ético, apesar de eu defender que cada criança cresce ao seu ritmo, este facto não diferencia género, o que me faz questionar o que se passa com a nossa sociedade.

Quando a bomba rebentou no Facebook, eu senti-me agradecida por cada vez publicar menos por lá. Comecei a "fugir" um pouco daquele mundo, porque deixou de ser agradável a leitura do feed notícias, ou só leio desgraçadas (que não faço a mínima idea se são ou não verdadeiras) ou leio comentários raivosos de gente que usa o ecrã como escudo e debita todas as barbaridades que lhe vêm à cabeça.

Sim, eu sei que todas as redes sociais transbordam deste tipo de situações, mas há umas mais soft que outras.

Mas o que eu quero dizer com isto tudo é que, para não recorrermos à censura (como o governo acabou por fazer de uma forma ligeira) temos de reeducar as pessoas, temos de voltar a ensinar o respeito pelo próximo, os valores, a linha que determina onde acaba a nossa liberdade de expressão e começa o direito de resposta do próximo, a linha que determina onde acaba o nosso direito de resposta e começa o direito à privacidade do próximo, o bom senso e a boa educação.

Sem este valores bem clarificados, as redes sociais vão continuar a ser campos de batalha e vão sem dúvida continuar a fazer baixas, sejam elas livros, pessoas, ou infelizmente valores que nos costuram tanto a conquistar.  

Da Vida na Cidade

Eu gosto de viver na cidade, detesto apartamentos e sempre me imaginei a viver numa casa, mas sempre fugi do campo, do interior e do isolamento. Acho magníficas aquelas vivendas no alto do serro mas só porque têm uma vista brutal, porque depois, se precisarem de um pacote de arroz têm de fazer 5 km de carro até ao local civilizado mais próximo. 

Por isso por mais que sonhasse com uma vista de tirar o fôlego pela manhã, ou por mais que gostasse da calma e da paz de uma casa na aldeia, sempre quis viver na cidade, perto do supermercado, do café e da padaria. 

No entanto também nunca ambicionei viver numa cidade grande, sempre me assustou um pouco, o mundo de gente que se desloca em manada por Lisboa fora ou as filas de trânsito intermináveis ou até mesmo a solidão mascarada da vida das cidades grandes, em que ninguém cumprimenta ninguém. É claro que adorava ter acesso mais facilitado a tudo a que uma grande cidade oferece, especialmente em termos culturais, mas viver dessa forma, corrida e solitária é um preço muito alto a pagar pelo acesso à cultura.

Isto tudo para dizer que gosto muito de viver na minha pequena cidade, onde cumprimentamos quase todos com quem nos cruzamos a caminho do trabalho, onde os vizinhos ainda se sentam à porta de casa nas noites quentes de verão, onde podemos ir levar o lixo à meia-noite sem medo ser assaltados, onde ainda há portas fechadas só no trinco, onde o supermercado é logo ali e a padaria fica no final da rua, onde há Bancos, Segurança Social, Finanças e Tribunal, ou seja, onde posso tratar de tudo sem precisar de sair da minha área de conforto. Gosto muito de morar onde moro, como todas as cidades tem zonas feias e sujas, mas também tem melhorado muitas outras, e cada vez é mais agradável viver por aqui.

Mas acima de tudo, o que gosto mais de viver numa cidade pequena é sensação de fazer-mos parte de algo, há festas e eventos só nossos, que nos enchem de orgulho e nos fazem sentir incluídos. Viver a nossa terra é isso mesmo, fazer parte, participar, conhecer, e isso é o que acho que entretanto se perdeu um pouco e que as pequenas cidades tentam trazer de volta. 

Coisas #33

1 Coisa: Outra coisa que me enerva também no verão é aquelas pessoas que usam os chinelos de enfiar, tipo havaianas, dois números acima. Enerva-me, parece que andam com os chinelos do pai ou da mãe, como o meu puto mais novo!

 

2 Coisas: Há algo de mágico nas noites de verão, aquelas em que o sol se põe tarde, o calor começa a acalmar, ouvimos as rãs lá ao fundo e vamos para esplanada com pouca luz para os mosquitos não darem por nós. Eu já disse isto muitas vezes, mas eu gosto mesmo desta altura do ano.

 

3 Coisas: No últimos anos, férias de verão é algo pouco comum cá por casa, por isso adoptei o conceito, mini-férias de verão, assim a cada sexta-feira entro em modo férias e só me volto a conectar na segunda-feira seguinte, não é perfeito, mas garanto-vos que é bastante agradável.

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4 Coisas: Contínua a fazer-me muita confusão a forma como a notícia é apresentada no nosso país nos últimos tempos, não sei se fui eu que mudei, ou se foram eles que mudaram, mas cada vez mais me questiona acerca dos limites da liberdade de impressa e da privacidade de cada um.

 

5 Coisas: Uma das maravilhas desta época do ano é o pessoal que vai às compras, de chinelo e calção de praia e que quer se despachar porque precisa urgentemente de ir à praia e por isso reclama com toda a gente, porque está cheio de pressa e não está para estar em filas. Mas foi às compras... comprar uma cozinha... antes de ir para a praia... para entregar nem sei bem onde... Estranho certo???? (aconteceu-me no Ikea)

 

6 Coisas: A empresa está a meio gás, tenho boa parte do pessoal de férias e no escritório não está ninguém, gosto tanto disto assim vazio, até dá para andar descalça! 

 

Coisas #32

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1 Coisa: O Mini já entrou naquela fase que está farto da escola, todos os anos por volta do final de Junho e do inicio de Julho começa a perguntar-me quase todos os dias se tem escola. É o sinal que está a precisar de férias, vamos ver se aguenta o mês todo!

 

2 Coisas: Tenho um problema com o Verão: Pessoas de chinelos com os calcanhares lastimáveis! Sim eu sei que não tenho nada a ver com isso, mas faz-me confusão ver aqueles calcanhares desidratados que não vêm creme há mais de dois anos. Ás vezes tenho vontade de sacar do meu creme da mala e oferecer à pessoa em questão, mas acho que corro o risco de levar uma chapada por isso sempre controlei este impulso. Mas incomoda-me! Pronto, já disse!

 

3 Coisas: Tenho vizinhos novos, todas as noites, três gatinhos vêm brincar para cima das canas que fazem sombra ao patio. Tem sido uma animação. E eu nem gosto de gatos :P

 

4 Coisas: Pessoas, lembrem-se que apitar nas filas não acelera o descongestionamento das mesmas. Ontem só não saí do carro e mandei um bando de idiotas para o car... porque tinha os miúdos comigo, mas estive mesmo, quase, quase. Qual é o problema das pessoas? Chegámos a esta altura do ano e começa a loucura...

 

5 Coisas: Tenho de voltar ao Yoga urgentemente!

 

6 Coisas: O Micro já iniciou o desfralde e surpreendentemente em duas semanas ainda só trouxe roupa para lavar uma vez! Sempre achei que com ele ia ser a loucura!

 

Dos Limites da Liberdade de Imprensa

Ultimamente tenho muita, mas mesmo muita dificuldade em ver notícias na televisão. Já abordei o tema aqui recentemente, mas não consigo não falar sobre o assunto de novo, especialmente porque acho que neste momento há muita gente a aproveitar-se da situação.

A minha principal questão é muito simples, onde acaba a liberdade de impressa e começa a privacidade do resto do mundo.

Eu sei que nem todos os jornalistas são iguais e sei que há muito bom trabalho nesta área, mas neste momento todas as notícias que abrem os nossos telejornais são basicamente situações empolgadas pelo facto de haver uma necessidade desmesurada da comunicação social de expor e mostrar cada segundo do que se passa em todo o lado e de não perder um único frame do filme do dia-a-dia comum de qualquer país.

A necessidade desmesurada de mostrar a "notícia", de explorar e de acusar é tão grande neste momento vale tudo, para quem quer dar a notícia e para quem ser notícia. 

E isto até seria pouco grave se daí não surgissem consequências, mas surgem como é óbvio, e assim demitem-se ministros, julgam-se pessoas e mata-se gente em directo, para depois informar que afinal o ministro já não carece de demissão, o ladrão aparentemente não roubou ninguém e quem morreu felizmente não estava morto.

E sim eu, maioritariamente, não vejo notícias na televisão, mas até ouvir as notícias no rádio, neste momento me dá a volta ao estômago. 

Todos sabem tudo, mas afinal não sabem nada. Os tempos de antena que neste momento certos políticos lutam para obter são uma verdadeira palhaçada, os "especialistas" que surgem em horário nobre são uma vergonha e os "achistas" então, dão cabo de mim.

E sim, eu também sei que não preciso de sujeitar a ouvir nada disto, mas sempre senti uma necessidade grande de me sentir informada e enquadrada no que se passa à minha volta, por isso gostava muito que o conteúdo informativo evoluísse um pouco, mas tenho pouca esperança.

 

Quem gosta disto são os putos que já não têm de deixar de ver a RTP2 para ouvir o Telejornal!

 

Do Verão

O calor pode ter consequências devastadoras, tal como falei no post de ontem, mas há algo de mágico nesta altura do ano.

Sem dúvida que, o Verão, é a minha época favorita do ano.

Acho que gosto de praticamente tudo!

Gosto dos cheiros fortes das plantas e da terra, da brisa no final da tarde, da canção que as rãs cantam à noite e da reclamação das cigarras durante as tardes quentes.

Gosto de andar descalça, de comer na rua, de beber limonada, de dormir com pouca roupa, de ter luz até quase às dez da noite.

Gosto de ficar na praia até depois do sol se pôr, do cheiro a protector solar e sal, da areia quente, de mergulhos no mar, de bolas de berlim e de lavar os pés salgados antes de sair da praia.

Gosto de passear à beira-mar, brincar na areia com os miúdos, ler ao som do mar a sentir o quentinho nas pernas, adormecer ao sol e de almoçar na praia à sombra de um conjunto de guarda-sois que mais parece um acampamento.  

Gosto de melancia, de churrascos, de peixe assado e de gaspacho.

Gosto de juntar os amigos à volta da mesa, de andar de barco para ir para a praia, de conhecer novos locais, de beber gin, das noites quentes e de petiscar em vez de jantar.

Gosto do cheiro do after-sun na pele dos meus, da pele morena, das bochechas bronzeadas, de andar de chinelos, de vestir vestidos e de andar de carro de janela aberta.

Gosto de sentir o sol na cara, de sentir a areia morna debaixo dos pés e de ouvir o burburinho das pessoas.

Parece que toda a gente anda mais bem disposta e mais descontraída, cheira a férias, mesmo quando não estamos de férias, deitam-mo-nos mais tarde, acordamos mais cedo, fazemos planos para o fim de semana, vamos à esplanada à noite beber café, os miúdos estão de férias ou a meio gás. Parece que a vida é mais descontraída nesta altura do ano, ou pelo menos, eu gosto de tornar a vida mais descontraída nesta altura do ano.

Adoro praia, adoro sol, adoro esplanar, adoro quase tudo o que o verão nos dá. 

É claro que o verão também nos traz incêndios, mosquitos, calores insuportáveis, escaldões improváveis, longas horas no trânsito, filas intermináveis no supermercado, preços elevados, entre muitas outras coisas, mas honestamente prefiro ignorar tudo isso e aproveitar tudo de bom que esta época nos dá.

Bem Vindo Verão ;) 

 

 

Coisas #31

1 Coisa: Há pequenos pormenores que me fazem voltar ao mesmo café. Ter um jarro com água e copos, disponível para qualquer pessoa se servir, é uma delas. Eu bebo sempre água depois do café e muitas vezes, quando peço um copo de água sinto-me desconfortável com o olhar de desaprovação que me é oferecido. Eu sei que podia comprar uma garrafa, mas eu quero apenas dois goles de água... Por isso este tipo de detalhes deixa-me sempre agradada quando encontro um novo espaço.

 

2 Coisas: A lua estes dias tem estado assim uma coisa do outro mundo, enorme e quase laranja. Adoro!

 

3 Coisas: A máquina de lavar voltou, depois de um prato partido, muita loiça lavada à mão e um dedo cortado vou finalmente, despejar a loiça toda na máquina e sentar-me no sofá enquanto a bicha lava!

 

4 Coisas: Esta semana decidi tirar uns dias de férias, estou rebentadinha e precisava de fazer uma cura de sono, sem Micro de preferência.

 

5 Coisas: Uma coisa fixe dos aniversários dos putos é que eles ganham Legos, que depois eu faço com eles ao final do dia! Aquilo é um vicio do caraças!

 

6 Coisas: Estava em promoção, não resisti e comprei, para os putos e para mim claro!