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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Coisas #33

1 Coisa: Outra coisa que me enerva também no verão é aquelas pessoas que usam os chinelos de enfiar, tipo havaianas, dois números acima. Enerva-me, parece que andam com os chinelos do pai ou da mãe, como o meu puto mais novo!

 

2 Coisas: Há algo de mágico nas noites de verão, aquelas em que o sol se põe tarde, o calor começa a acalmar, ouvimos as rãs lá ao fundo e vamos para esplanada com pouca luz para os mosquitos não darem por nós. Eu já disse isto muitas vezes, mas eu gosto mesmo desta altura do ano.

 

3 Coisas: No últimos anos, férias de verão é algo pouco comum cá por casa, por isso adoptei o conceito, mini-férias de verão, assim a cada sexta-feira entro em modo férias e só me volto a conectar na segunda-feira seguinte, não é perfeito, mas garanto-vos que é bastante agradável.

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4 Coisas: Contínua a fazer-me muita confusão a forma como a notícia é apresentada no nosso país nos últimos tempos, não sei se fui eu que mudei, ou se foram eles que mudaram, mas cada vez mais me questiona acerca dos limites da liberdade de impressa e da privacidade de cada um.

 

5 Coisas: Uma das maravilhas desta época do ano é o pessoal que vai às compras, de chinelo e calção de praia e que quer se despachar porque precisa urgentemente de ir à praia e por isso reclama com toda a gente, porque está cheio de pressa e não está para estar em filas. Mas foi às compras... comprar uma cozinha... antes de ir para a praia... para entregar nem sei bem onde... Estranho certo???? (aconteceu-me no Ikea)

 

6 Coisas: A empresa está a meio gás, tenho boa parte do pessoal de férias e no escritório não está ninguém, gosto tanto disto assim vazio, até dá para andar descalça! 

 

De Mais umas Mini-Férias

Visto ser um dado adquirido de que as nossas férias passaram a ser mini, o melhor é mesmo aproveitar.

Desta vez fomos ver os avós paternos e como o chefe do meu Homem não sabe estar quieto acabámos por passear por Braga também.

Depois de assistir ao Carnaval no sábado, no Domingo de manhã seguimos rumo a Santarém para a tradicional paragem para refeição, desta vez almoço. Tenho que confessar que estas viagens não seriam tão boas se não tivéssemos sempre tantas paragem estratégicas.

Quando chegámos a casa dos avós paternos, ao final do dia começou a chover e assim se manteve durante todo o nosso período de férias.

Vimos o Carnaval da terra, bem popular e talvez apenas perceptível para quem lá vive, vimos neve na serra, de longe, lemos, brincámos com os primos, comemos muito bem e a meio da semana, seguímos para Braga, porque o Homem tinha de ajudar os colegas do novo Hotel do grupo, com o sistema de reservas novo.

Em contra-partida tivemos direito a duas noites no hotel com pequeno-almoço, para os quatro.

Como o tempo estava tão inserto, acabámos por passear pouco, mas do que vi gostei. Braga é muito bonita, come-se bem e barato e vale a pena a visita sem dúvida.

Os miúdos adoram a cena de ficar no hotel, especialmente quando chegam ao quarto e vêm que lhe fizeram a cama, com os peluches deles. Acabou por ser giro, no entanto, não é simples aguentar dois putos fechados num quarto de hotel, por isso quando a asneira começava a aumentar saímos mesmo que fosse com ameaça de chuva. Ainda apanhámos uma molha, mas ao de leve. 

Em resumo li muito, escrevi, vi séries e filmes, brincámos juntos e vagueámos por Braga, como se não fossemos turistas, mesmo como eu gosto.

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Ainda regressámos a casa dos avós paternos para mais uns dias de mimos dos avós e no sábado fomos para casa dos padrinhos do Mini, mais uma paragem obrigatória, que me faz sentir já em casa. 

Adoro os rápidos momentos que passamos os sete, sim porque já somos sete, só é pena ser sempre tão pouco tempo. Adorei o pequeno D, que sorria para nós surpreendido por ter a casa cheia e o Mini e o Micro cheios de mimos para lhe dar. Foi tão giro vê-los juntos. Adorei ver a minha amiga tão feliz e centrada nesta nova fase da vida. Amava que vivêssemos mais perto. São daqueles que me fazem falta.

Chegámos a casa bem tarde, no domingo, porque estivemos com eles até ao limite. 

E na segunda voltámos à realidade, as mini férias passaram a correr, mais uma vez, mas como é óbvio é melhor mini do que nenhumas, por isso venham mais minis.

 

Little Things #19

 

* De manhã o pai sai de casa em direcção ao carro, chamando o Mini e o Micro. O Mini vai atrás dele, mas o Micro, que não tem muito bom acordar fica a chorar à porta, porque o pai não esperou por ele. O Mini olha para trás quando ouve o irmão a choramingar e volta pega-lhe na mão e diz: "Vamos, o pai não vai embora, ele vai connosco." E o Micro cala-se dá a mão ao irmão e vão assim de mão dada até ao carro. * 

 

Do Fim de Semana de Chuva

Costumo detestar chuva, acho que tudo fica mais feio, os dias são mais tristes e as pessoas ficam sem energia. 

Quando chove não me apetece sair de casa, mas depois irrita-me o facto de estar fechada em casa ao fim de semana, é um desperdício, mas por acaso este fim de semana até foi agradável.

Estivemos os dois dias enfiados em casa, no meio de brinquedos espalhados pelo chão, lareira sempre acesa, livros de estórias, maratonas de cinema (UnderWorld), cozinhados, chás quentes, manhãs tardias na cama dos pais, cafés longos adoçados por biscoitos que fiz logo de manhã, limpezas chatas e reorganizações.

Não é simples passar dois dias enfiada em casa com dois putos cheios de energia, mas a coisa fez-se e confesso que até soube bem, os quatro no nosso casulo aproveitámos ao máximo um dos fins de semana mais molhados dos últimos tempos.

 

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Do Nosso Natal

Finalmente o post sobre o Natal!

Este ano posso dizer que o nosso natal foi assim um pouco adoentado.

Basicamente estavam quase todos doentes, a mãe, a avó, o avô, a irmã, o pai obviamente. No entanto isso não nos impediu de comemorar-mos a noite de Natal como sempre fazemos, com uma mesa cheia do que mais gostamos.

Eu já disse milhões de vezes que adoro esta época do ano e poder vivê-la mais um ano com todos à mesa é o melhor que podia ter acontecido.

Na mesa principal tivemos as ostras e o berbigão como é tradição, também não faltou camarão e a tábua de queijos, terminado com o bacalhau que este ano estava assim para o seco porque a cozinheira queria fazer muita coisa ao mesmo tempo.

Na mesa dos doces, tivemos aletria para matar as saudades do Natal na casa do homem, os sonhos e as azevias de batata doce e claro o toucinho do céu. Convencer o Micro que não podia mexer naquilo tudo não foi simples mas conseguimos.

 

 

Tivemos de acelerar um pouco a chegada do Pai Natal porque a ala dos doentes não estava a aguentar a pedalada e por volta das 22h30 ouviram-so os sinos e as renas no telhado. O Mini correu lá para fora com o pai e quando voltou para casa, depois de só ter visto a pontinha do trenó, o Pai Natal já tinha passado, só comeu as bolachas, deixou o leite e esqueceu-se do saco dos presentes.

Como sempre a loucura de desembrulhar os presentes foi muita, mas deu aos adultos a oportunidade de soltar umas gargalhadas com os comentários de ambos os piolhos a cada presente que recebiam ou que entregavam.

O que interessa é que estávamos todos e espero que para o ano sejamos os mesmos, ou mais, à mesa a partilhar sorrisos, conversas e brindes a um dos dias mais iluminados do ano.

Das Nossas Mini-Férias em Londres

Mais uma vrz fomos de mini-férias, e foi óptimo.

Há já algum tempo que planeava fazer férias com os miúdos com a inclusão de uma viagem de avião. 

Felizmente a Ryanair faz promoções muito interessantes e numa das minhas pesquisas encontrei preços muito atractivos para Londres.

Já queria visitar Londres com os miúdos pela altura do Natal desde o ano passado, mas queria esperar que o Micro crescesse um bocadinho. Sempre disse que não era fã de viajar com miúdos de fraldas. Mas o Mini não tem culpa do irmão ainda ser pequeno e achei que o Micro já estava capaz de nos desenrascar-mo-nos com ele, por isso depois de fazer contas lá decidimos embarcar na aventura de viajar com dois putos pequenos, para um país estrangeiro, com uma moeda e língua diferente da nossa e com o recurso a transportes públicos. 

Em jeito de balanço admito que foi um bocadinho loucura, mas foi tão bom.

 

 

 

O tempo esteve mais ou menos, só apanhámos chuva um dia e estávamos abrigados quando choveu, os putos portaram-se melhor do que esperava, Londres continua incrível, as feiras de Natal são lindíssimas e caríssimas, esteve frio mas felizmente estávamos preparados, o hotel foi uma óptima escolha, a localização não era excelente, mas pelo preço e a proximidade do metro foi mesmo muito boa escolha. 

Viajar com miúdos pequenos é sempre diferente, desafiante e até um pouco loucura, quando usamos apenas metros e comboios que partem a horas certas e não esperam por nós. Sentimos na pele a angustia de perder um ou outro mais do que uma vez, mas optamos sempre por ter calma e esperar pelo resultado e correu bem.

 

 

 

Aprende-se muito com este tipo de viagens. 

Desde de que viajei com eles, sei que o tempo não estica.

Sei que por mais planos que faça, nunca conseguimos fazer aquilo que planeamos.

Sei que o carrinho é fundamental até para o mais velho.

Sei que tudo é muito mais complexo com miúdos, até o simples acto de entrar num autocarro.

Sei que crianças e comidas diferentes pode não ser uma boa mistura.

Sei que andar de qualquer meio de transporte mais do que uma a duas horas torna-se saturante, mesmo que seja de avião.

Sei que tudo demora muito mais tempo com eles.

Sei que em Londres não há assim sopa à venda em todo o lado.

Sei que não vale a pena tentar acelerar as coisas com eles, porque eles fazem tudo ao seu tempo.

Mas também sei que tudo tem outra luz e outra cor visto pelos olhos deles.

Sei que nestas viagens eles aprendem mais do que num mês de escola.

Sei que o meu coração se enche quando os oiço a falar com entusiasmo sobre a experiência que viveram.

Sei que eles acham que o que nós fizemos foi um espectáculo.

Sei que no futuro não se vão lembrar de muito, porque são muito pequenos, mas alguma coisa vai ficar de certeza.

 

 

 

Foram quatro dias, de museus, passeios a pé, feiras de Natal, Hyde Park com esquilos e tudo,de Cambridge, uma cidade linda, por que me apaixonei ao primeiro olhar e me deu vontade de voltar ainda antes de me ir embora, de comidas diferentes, noites muito bem dormidas, pequenos almoços à inglesa, sorrisos, sestas no metro e autocarro ou até mesmo às cavalitas do pai, muitas escadas com e sem malas, iluminações de Natal, muitos "Uau's" e muita excitação, muito cansaço e ceias no chão do quarto de hotel, muitos abraços e poucas fotos, porque com eles é muito complicado tirar fotografias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E principalmente muita união, estarmos assim os quatro sozinhos num país que não é o nosso, mesmo que seja só a passear aproxima-nos muito, somos só nós, não está ali mais ninguém. Adorei!

 

Coisas #21

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1 Coisa: Estive de férias uma semana e soube a pouco!

 

2 Coisas: Tenho os posts sobre as férias atrasado, eu sei... ainda não consegui editar as fotos.

 

3 Coisas: E assim sem dar-mos por isso o Pai Natal já chegou à cidade e esta quinta já vou montar a árvore, o tempo passa a correr.

 

4 Coisas: Uma das cenas que mais gosto do inverno são os domingos no sofá a comer brownies e a beber chocolate quente com a lareira acesa. Em contra partida detesto ter de vestir três ou mais camadas de roupa.

 

5 Coisas: Independentemente do que referi acima, adoro esta altura do ano, e toda a preparação e envolvência que antecipa o Natal!

 

6 Coisas: Os abraços que os meus putos dão um ao outro enchem-me o coração e felizmente são cada vez mais frequentes.