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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Do Dia da Mãe

Entre risos e gargalhadas, choros e birras, muitas dúvidas e poucas certezas, muitos abraços e beijos doces, noites mal dormidas e manhãs apressadas, ser mãe foi a maior aventura que decidi viver e saboreio cada minuto, cada abraço, cada palavra, cada conquista, cada vitória, cada insegurança, orgulhosa e de coração cheio, tal como primeiro, a minha mãe fez comigo!

 

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Dois Anos de Micro

O tempo passa a correr e o piolho já fez dois anos.

Em 2015 chegou para nos mostrar que isto da maternidade não tem receita e que por mais livros que leiamos, movimentos que sigamos e concelhos que acatemos cada criança é diferente e cada fase em que cada criança entra nas nossas vidas também é diferente.

Eu sei que fui uma mãe diferente para o Mini e sei que cedo mais com o Micro. Quando era só um tínhamos mais tempo, mais disponibilidade e mais capacidade de resposta. 

A chegada do Micro obrigou-nos a priorizar as coisas e sem dúvida que o piolho é mais mimado que o irmão.

No entanto, também foi sempre um bebé mais mimoso, que gostava de estar no colo, ao contrário do irmão, que gostava de aconchego, ao contrário de irmão. Talvez por isso, hoje, nos dê abraços muito apertados por razão nenhuma.

O Micro ensinou-me a ser paciente, a ignorar birras, a oferecer leite sem aquecer, a receber abraços apertados, a aceitar que vou ter de continuar a levantar-me muitas vezes durante a noite e que apesar de os pais serem os dois morenos e normalmente resmungões, podem ter filhos loiros e sempre bem dispostos. 

Com dois anos, anda e corre com vontade, diz tudo, mesmo sem que nós entendamos uma boa parte, é guloso e quer provar tudo o que comemos, não gostava de fruta, mas bebe sumo.

É muito mais espertinho que o irmão e leva-nos todos onde ele quer sem grande esforço. Faz birras gigantes por coisa nenhuma, que começam tão rápido como acabam. Adora o irmão e diz que "gota" de todos lá em casa.

É demasiado decidido, dizendo que "na quei" quando não quer mais comida ou fazer determinada coisa que lhe pedem, pede desculpa com facilidade, mas ainda não empresta com vontade. 

Resolve tudo com abraços apertados e beijos babados e sempre que lhe pergunto o que está a fazer, especialmente se for asneira, responde prontamente "Não Mãe!". Mas apesar de tudo é muito menino da mamã e adora o colo da mãe e da avó.

É um puto lindo, sempre bem disposto, que passa a maior parte do tempo a rir, dançar e brincar sem se deixar afectar por grande coisa. 

O Micro ensinou-nos a todos que é muito fácil ser feliz!

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Disto de ser mãe #6

Disto de Ser Mãe passou a rubrica, tenho sempre muita coisa para dizer acerca do assunto...lol

 

Adoro ser mãe, sempre foi sem dúvida um desejo. Julgo que a minha relação com a minha irmã é um pouco estranha (para não dizer outra coisa), exactamente por sempre ter assumido um papel demasiado maternal com ela.

Quando era mais nova achava que queria ser mãe aos 25. Quando os 25 chegaram, estava longe de querer engravidar ou mesmo estar preparada para isso. O tempo passou e chegámos a uma altura em que eu só pensava no assunto. Quando finalmente achámos que a altura tinha chegado eu estava nos 30. O Gabriel nasceu e uma semana depois fiz 31 anos. Não sei se foi tarde, se foi cedo, nem quero realmente saber. O que interessa é que adoro ser mãe. 

Mas... sim há sempre um mas, quando olho à volta tenho sérias dúvidas onde me situar nesta coisa da educação, maternidade, parentalidade, etc. 

Cada vez há mais informação disponível e cada vez há mais gente a seguir movimentos educativos diferentes e muitas vezes quando olho para a nossa família questiono se estamos ou não a ser bons pais (e sim eu sei que esta dúvida nos vais assombrar por muito mais tempo do que aquele que gostamos de admitir).

 

Hoje o tema é vacinação.

Quando o Mini nasceu, era relativamente próxima de uma rapariga que dava aulas de baby yoga e fazia preparações para o parto e afins. Éramos amigas e acompanhei o trabalho dela, tentando respeitá-lo o melhor possível, mas confesso que havia muita coisa que a movia que não era de todo semelhante à minha ideia de educação e parentalidade. No dia que ouvi a forma como repudiava as vacinas, comecei a afastar-me. Não queria criar ali uma clivagem desnecessária. As nossas vidas já caminhavam em direcções opostas há algum tempo, por isso acabou por passar despercebido. Mas fez-me pensar muito, a forma como ela rejeitava por completo as vacinas.

Eu fui vacinada, e vacinei os meus filhos, através do plano nacional de vacinação e todas as sugestões da Pediatra. A principal razão porque o fiz, foi porque acredito na medicina actual e não tenho razões para não acreditar, apesar de reconhecer que há casos que poderão questionar a minha crença e apesar de achar que a homeopatia por exemplo é uma grande ajuda na cura, se usada em conjunto com a medicina tradicional. A outra razão foi a minha consciência, sim, a minha consciência. Nunca me passaria pela cabeça não vacinar um filho meu, sabendo que um dia ele poderia contrair uma doença que poderia ter sido evitada por uma vacina ou até mesmo contagiar outros por não o ter feito. A minha principal questão é, como é que eu iria "dormir à noite" sabendo que a minha opção de não vacinar traria problemas de saúde aos meus filhos e aos seus pares. 

Por isso, apesar de respeitar, com alguma dificuldade (confesso), a opção de não vacinar, questiono-me sempre como é que os pais que decidiram pela não vacinação conseguiram ultrapassar esta situação. 

Eu sou aquela mãe que não manda o filho para a escola, porque tem febre e se tem febre pode ter algo contagioso. Eu não dou ben-u-ron de manhã antes de sair de casa e depois atendo o telefone incrédula quando ligam da escola às 15h a dizer que o meu filho está com febre. Logo não consigo assimilar como se decide não vacinar e viver relaxado com isso. O Micro esteve doente e por momentos eu achei que podia ser Sarampo, mesmo ele estando vacinado. Para mim era impensável.

Se acho que o Plano Nacional de Vacinação deve ser obrigatório? Não, não acho, acho que cada pai deve ter o direito de escolher, mas por favor, sejam conscientes e informados, não tomem uma decisão destas, que implica com a vida dos vossos filhos e dos filhos dos outros, baseando-se apenas em crenças e novos movimentos educacionais coerentemente questionáveis. 

 

 

 

 

Coisas #29

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1 Coisa: Chegou aquela altura do ano em que não faço puto de ideia acerca do que vestir. Há pessoal de manga curta, calção e chinelo, que eu questiono o que vai vestir no verão quando fizer realmente calor e há pessoal que ainda usa botas de cano alto e camisolas de malha grossa e ando aqui meia perdida recorrendo aos botins e camadas de camisolas finas.

 

2 Coisas: Entretanto também nesta altura do ano, podia andar de escafandro, porque os poléns estão tão elevados que quando inspiro quase que entro em insuficiência respiratória.

 

3 Coisas: O Mini agora quer sempre ajudar-me na cozinha. Entretanto já descasca cenouras com o descascador e ajuda a pôr e a tirar a mesa, nos dias bons. 

 

4 Coisas: Três semanas depois, o Micro voltou à escolinha, e uma amiginha da sala quase chorou de emoção quando o viu. Imaginem dois pirralhos num abraço apertado como dois amigos que não se vêm há anos! Adorei!

 

5 Coisas: Apetece ir de férias, irrita-me sempre um pouco esta cena das férias da Páscoa que só 10% da população consegue gozar ou será que é 10% que não conseguem gozar?????

Coisas #28

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1 Coisa: Terceira semana a trabalhar em part-time, graças à varicela. ('Tou um bocadinho passada!)

2 Coisa: Aparentemente toda a gente quer a varicela, os R's já receberam a dose e o Micro recebeu uma dose tão grande que além do médico de família e do pediatra ainda teve de ser visto por um dermatologista, tal era o aspecto da criança.

3 Coisas: A única coisa boa destes dias de reclusão foi o facto de ter estado um tempo de merda, que me fez preferir ficar em casa enrolada nas mantas a andar por ai a lorear a pevide.

4 Coisas: Cada vez mais acho que preciso de repensar a minha situação contratual profissional. É incrível a culpa que sinto por estar a trabalhar metade do tempo a partir casa. Normalmente, a maioria dos pais que conheço estariam em casa a cuidar e eu estou preocupada com o que fica por fazer no trabalho. 

5 Coisas: Palmei duas seasons da série Revenge de enfiada!

6 Coisas: Fico sempre maravilhada com as maravilhas da tecnologia e a quantidade de funcionalidades que um smartphone pode ter. Ás vezes questiono-me se seria capaz de viver sem estes aparelhos.

7 Coisas: A única desvantagem de trabalhar a partir de casa é que como muito mais porcaria.

 

Coisas #27

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1 Coisa: Fechar dois miúdos em casa, por mais de uma semana é uma violência. Estamos fechados em casa, com pequenas escapas, desde 10 de Março. As responsáveis são a varicela e o virus Mãos, Pés, Boca. Amanhã temos consulta para ter alta. Estamos os três em pulgas.

 

2 Coisas: Apesar de ter conseguido alternar com o pai, as permanência em casa e as presenças no trabalho, confesso que me habituava a esta coisa de trabalhar a partir de casa.

 

3 Coisas: Como é que se passa de um fim de semana com temperaturas acima dos 25ºC que nos fazem sonhar com o verão para os anunciados 15ºC com direito a neve acima do mil metros e tudo?

 

4 Coisas: No entanto hoje o sol contínua a brilhar por isso vou aproveitar.

 

5 Coisas: Tenho de começar as limpezas de primavera.

 

6 Coisas: Ontem foi dia do pai e há mesa tivemos três gerações de pais. Acho que somos sem dúvida uma família sortuda.

 

 

Coisas #26

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1 Coisa: A varicela é uma doença muito desagradável!

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2 Coisas: Eu sei que pedi calor e bom tempo avidamente, mas com ele chegaram as alergias... tão bom... ou não...

 

3 Coisas: Tenho de fazer o post sobre mais umas mini-férias, eu sei!

 

4 Coisas: Quero tanto ver o "Beauty and The Beast", é a minha princesa favorita de Disney. E adoro, adoro a banda sonora.

 

 

 

5 Coisas: Durante os últimos quatro dias, lavei e passei a ferro quase sem parar, será normal quatro pessoas sujarem tanta roupa. Ou aliás, como é que ainda tínhamos roupa para vestir???

 

6 Coisas: Tenho saudades de ir passear à praia!

Little Things #19

 

* De manhã o pai sai de casa em direcção ao carro, chamando o Mini e o Micro. O Mini vai atrás dele, mas o Micro, que não tem muito bom acordar fica a chorar à porta, porque o pai não esperou por ele. O Mini olha para trás quando ouve o irmão a choramingar e volta pega-lhe na mão e diz: "Vamos, o pai não vai embora, ele vai connosco." E o Micro cala-se dá a mão ao irmão e vão assim de mão dada até ao carro. *