Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Coisas #32

FotoJet Collage.jpg

 

1 Coisa: O Mini já entrou naquela fase que está farto da escola, todos os anos por volta do final de Junho e do inicio de Julho começa a perguntar-me quase todos os dias se tem escola. É o sinal que está a precisar de férias, vamos ver se aguenta o mês todo!

 

2 Coisas: Tenho um problema com o Verão: Pessoas de chinelos com os calcanhares lastimáveis! Sim eu sei que não tenho nada a ver com isso, mas faz-me confusão ver aqueles calcanhares desidratados que não vêm creme há mais de dois anos. Ás vezes tenho vontade de sacar do meu creme da mala e oferecer à pessoa em questão, mas acho que corro o risco de levar uma chapada por isso sempre controlei este impulso. Mas incomoda-me! Pronto, já disse!

 

3 Coisas: Tenho vizinhos novos, todas as noites, três gatinhos vêm brincar para cima das canas que fazem sombra ao patio. Tem sido uma animação. E eu nem gosto de gatos :P

 

4 Coisas: Pessoas, lembrem-se que apitar nas filas não acelera o descongestionamento das mesmas. Ontem só não saí do carro e mandei um bando de idiotas para o car... porque tinha os miúdos comigo, mas estive mesmo, quase, quase. Qual é o problema das pessoas? Chegámos a esta altura do ano e começa a loucura...

 

5 Coisas: Tenho de voltar ao Yoga urgentemente!

 

6 Coisas: O Micro já iniciou o desfralde e surpreendentemente em duas semanas ainda só trouxe roupa para lavar uma vez! Sempre achei que com ele ia ser a loucura!

 

Coisas #31

1 Coisa: Há pequenos pormenores que me fazem voltar ao mesmo café. Ter um jarro com água e copos, disponível para qualquer pessoa se servir, é uma delas. Eu bebo sempre água depois do café e muitas vezes, quando peço um copo de água sinto-me desconfortável com o olhar de desaprovação que me é oferecido. Eu sei que podia comprar uma garrafa, mas eu quero apenas dois goles de água... Por isso este tipo de detalhes deixa-me sempre agradada quando encontro um novo espaço.

 

2 Coisas: A lua estes dias tem estado assim uma coisa do outro mundo, enorme e quase laranja. Adoro!

 

3 Coisas: A máquina de lavar voltou, depois de um prato partido, muita loiça lavada à mão e um dedo cortado vou finalmente, despejar a loiça toda na máquina e sentar-me no sofá enquanto a bicha lava!

 

4 Coisas: Esta semana decidi tirar uns dias de férias, estou rebentadinha e precisava de fazer uma cura de sono, sem Micro de preferência.

 

5 Coisas: Uma coisa fixe dos aniversários dos putos é que eles ganham Legos, que depois eu faço com eles ao final do dia! Aquilo é um vicio do caraças!

 

6 Coisas: Estava em promoção, não resisti e comprei, para os putos e para mim claro! 

 

Cinco Anos de Mini

Há cinco anos atrás, depois de dois dias no hospital, fartinha de tudo e de todos, por volta da 01:25 da manhã, o Mini resolveu finalmente nascer. Feinho que dava dó!

Não, não me apaixonei perdidamente por ele no primeiro momento que o vi (nem nos seguintes!), e não foi por não ser bonito.

Não, não senti uma alegria imensa quando nasceu, senti mais alivio, cansaço e exaustão do que qualquer outra coisa! 

Não, não foi de todo o melhor momento da minha vida, e posso confessar que na primeira noite no hospital, só me apetecia chorar e fugir dali, foi dos momentos em que me senti mais sozinha e lutei muito, comigo mesma, para ultrapassar esta estranheza que tinha dentro de mim.

E sim, como é óbvio, tudo isso passou e sou uma mãe orgulhosa de um puto giro de cinco anos, cheio de energia, com um coração enorme, uma cabeça complexa e muita teimosia tatuada na pele.

O Mini ensinou-me a amar de forma diferente, ensinou-me que há um amor maior de que toda a gente fala, mas que nós, só sabemos o que é, quando sentimos e vivemos a experiência.

O Mini tira-me do sério em vinte segundos e acalma-me no minuto seguinte. A sua teimosia faz-me entrar em modo besta de uma forma incrível, mas os olhos doces e arrependidos que me encaram quando lhe mostro o meu descontentamento (muitas vezes de forma demasiado agressiva), trazem-me à realidade com um estalar de dedos.

O Mini ensinou-me a ser mãe, uma mãe boa, má, péssima, paciente, irritada, magnifica, dependendo dos dias. (Na verdade ele é a minha sala de ensaios, onde testo as várias opções para obter melhores resultados, mas nem sempre sou bem sucedida!)

O Mini ensinou-me que nem todos gostamos de beijos e abraços, mas isso não quer dizer que não amemos quem nos rodeia.

O Mini ensinou-me que por mais que as escalas e tabelas digam o que cada criança tem de fazer em cada faixa etária, cada um tem o seu ritmo e não há mal nenhum nisso.

Mas mais que tudo o Mini ensinou-me que ser mãe é magnífico, entre os altos e os baixos é tudo incrível; ensinou-me que o amor de irmão mais velho é algo adorável de testemunhar e acima de tudo ensinou-me que ser mãe é uma aventura sem dia para terminar, onde as lágrimas e os sorrisos ocorrem a velocidades ilegais, mas que nos deixa sempre de coração cheio.

FotoJet Collage s.jpg

Parabéns meu amor!

 

 

Coisas #30

FotoJet Collage.jpg

1 Coisa: Gostava de saber porque é que os miúdos ultimamente acham que nós, transeuntes, temos de ouvir a mesma música que eles. Agora a moda é ouvir música pelo telemóvel sem auriculares. Clinicamente acho excelente, porque sem dúvida que é uma melhoria para a saúde dos ouvidos, mas para quem passa pela rua, é um bocadinho desagradável. E depois surge a questão que debatíamos no outro dia, entre amigos, onde acaba a nossa liberdade e começa a do vizinho. Eles estão no pleno direito a ouvir a musica que quiserem onde quiserem, mas eu não tenho de ir para o trabalho, na via publica, a ouvir um rapper qualquer a maldizer a vida! (Sim eu sei que perco muito tempo a pensar em coisas pouco importantes :P)

 

2 Coisas: Porque é que passamos tanto tempo a lutar por igualdade de direitos e depois somos os primeiros a discriminar.

O Mini fez durante muito tempo xixi sentado na sanita, o que era magnífico porque não tinha de andar atrás dele sempre a limpar tudo. Mas é claro que tinha de haver uma alma a estragar o meu magnífico arranjo e explicar muito "intelegentemente" ao miúdo que quem faz xixi sentado são as meninas, os meninos têm fazem xixi de pé. A pobre da criança agora luta para agarrar o órgão para não sujar o tampo todo porque eu já o avisei que se sujar limpa. Ah somos todos iguais, somos todos iguais, mas tu não podes fazer xixi sentado porque as meninas é que fazem... Por favor pessoas, decidam-se. É isso e é as camisolas cor de rosa serem só para meninas.

Mais uma vez, ensinamentos que a família tão bem estruturou e planeou totalmente destruídos pelos pares, sempre tão prontos a ajudar...  

 

3 Coisas: A minha máquina de lavar loiça avariou, e eu passei-me. É que eu gosto tanto, mas tanto de lavar loiça que nem escorredor de loiça tenho... Prevê-se uma semana de muita comida tipo "one pan dish" e talvez a utilização de pratos descartáveis!

 

4 Coisas: Estamos a renovar o jardim, porque a nossa relva não era muito apreciadora do verão, deve ser por ter sido comprada no norte do país, preferia o frio. Entretanto optámos por relva artificial. Acho que vai ficar giro e sem dúvida vai dar muito menos trabalho.

 

5 Coisas: Entre sexta passada e hoje já passei pelas quatro estações do ano. Em conversa com uma amiga, ela sugeriu que a mãe natureza podia estar a entrar na menopausa! (Sim ainda há gente mais avariada que eu por ai!)

 

Do Dia da Mãe

Entre risos e gargalhadas, choros e birras, muitas dúvidas e poucas certezas, muitos abraços e beijos doces, noites mal dormidas e manhãs apressadas, ser mãe foi a maior aventura que decidi viver e saboreio cada minuto, cada abraço, cada palavra, cada conquista, cada vitória, cada insegurança, orgulhosa e de coração cheio, tal como primeiro, a minha mãe fez comigo!

 

FotoJet Collage.jpg

 

 

Dois Anos de Micro

O tempo passa a correr e o piolho já fez dois anos.

Em 2015 chegou para nos mostrar que isto da maternidade não tem receita e que por mais livros que leiamos, movimentos que sigamos e concelhos que acatemos cada criança é diferente e cada fase em que cada criança entra nas nossas vidas também é diferente.

Eu sei que fui uma mãe diferente para o Mini e sei que cedo mais com o Micro. Quando era só um tínhamos mais tempo, mais disponibilidade e mais capacidade de resposta. 

A chegada do Micro obrigou-nos a priorizar as coisas e sem dúvida que o piolho é mais mimado que o irmão.

No entanto, também foi sempre um bebé mais mimoso, que gostava de estar no colo, ao contrário do irmão, que gostava de aconchego, ao contrário de irmão. Talvez por isso, hoje, nos dê abraços muito apertados por razão nenhuma.

O Micro ensinou-me a ser paciente, a ignorar birras, a oferecer leite sem aquecer, a receber abraços apertados, a aceitar que vou ter de continuar a levantar-me muitas vezes durante a noite e que apesar de os pais serem os dois morenos e normalmente resmungões, podem ter filhos loiros e sempre bem dispostos. 

Com dois anos, anda e corre com vontade, diz tudo, mesmo sem que nós entendamos uma boa parte, é guloso e quer provar tudo o que comemos, não gostava de fruta, mas bebe sumo.

É muito mais espertinho que o irmão e leva-nos todos onde ele quer sem grande esforço. Faz birras gigantes por coisa nenhuma, que começam tão rápido como acabam. Adora o irmão e diz que "gota" de todos lá em casa.

É demasiado decidido, dizendo que "na quei" quando não quer mais comida ou fazer determinada coisa que lhe pedem, pede desculpa com facilidade, mas ainda não empresta com vontade. 

Resolve tudo com abraços apertados e beijos babados e sempre que lhe pergunto o que está a fazer, especialmente se for asneira, responde prontamente "Não Mãe!". Mas apesar de tudo é muito menino da mamã e adora o colo da mãe e da avó.

É um puto lindo, sempre bem disposto, que passa a maior parte do tempo a rir, dançar e brincar sem se deixar afectar por grande coisa. 

O Micro ensinou-nos a todos que é muito fácil ser feliz!

WP_20170502_08_46_19_Pro.jpg

 

Disto de ser mãe #6

Disto de Ser Mãe passou a rubrica, tenho sempre muita coisa para dizer acerca do assunto...lol

 

Adoro ser mãe, sempre foi sem dúvida um desejo. Julgo que a minha relação com a minha irmã é um pouco estranha (para não dizer outra coisa), exactamente por sempre ter assumido um papel demasiado maternal com ela.

Quando era mais nova achava que queria ser mãe aos 25. Quando os 25 chegaram, estava longe de querer engravidar ou mesmo estar preparada para isso. O tempo passou e chegámos a uma altura em que eu só pensava no assunto. Quando finalmente achámos que a altura tinha chegado eu estava nos 30. O Gabriel nasceu e uma semana depois fiz 31 anos. Não sei se foi tarde, se foi cedo, nem quero realmente saber. O que interessa é que adoro ser mãe. 

Mas... sim há sempre um mas, quando olho à volta tenho sérias dúvidas onde me situar nesta coisa da educação, maternidade, parentalidade, etc. 

Cada vez há mais informação disponível e cada vez há mais gente a seguir movimentos educativos diferentes e muitas vezes quando olho para a nossa família questiono se estamos ou não a ser bons pais (e sim eu sei que esta dúvida nos vais assombrar por muito mais tempo do que aquele que gostamos de admitir).

 

Hoje o tema é vacinação.

Quando o Mini nasceu, era relativamente próxima de uma rapariga que dava aulas de baby yoga e fazia preparações para o parto e afins. Éramos amigas e acompanhei o trabalho dela, tentando respeitá-lo o melhor possível, mas confesso que havia muita coisa que a movia que não era de todo semelhante à minha ideia de educação e parentalidade. No dia que ouvi a forma como repudiava as vacinas, comecei a afastar-me. Não queria criar ali uma clivagem desnecessária. As nossas vidas já caminhavam em direcções opostas há algum tempo, por isso acabou por passar despercebido. Mas fez-me pensar muito, a forma como ela rejeitava por completo as vacinas.

Eu fui vacinada, e vacinei os meus filhos, através do plano nacional de vacinação e todas as sugestões da Pediatra. A principal razão porque o fiz, foi porque acredito na medicina actual e não tenho razões para não acreditar, apesar de reconhecer que há casos que poderão questionar a minha crença e apesar de achar que a homeopatia por exemplo é uma grande ajuda na cura, se usada em conjunto com a medicina tradicional. A outra razão foi a minha consciência, sim, a minha consciência. Nunca me passaria pela cabeça não vacinar um filho meu, sabendo que um dia ele poderia contrair uma doença que poderia ter sido evitada por uma vacina ou até mesmo contagiar outros por não o ter feito. A minha principal questão é, como é que eu iria "dormir à noite" sabendo que a minha opção de não vacinar traria problemas de saúde aos meus filhos e aos seus pares. 

Por isso, apesar de respeitar, com alguma dificuldade (confesso), a opção de não vacinar, questiono-me sempre como é que os pais que decidiram pela não vacinação conseguiram ultrapassar esta situação. 

Eu sou aquela mãe que não manda o filho para a escola, porque tem febre e se tem febre pode ter algo contagioso. Eu não dou ben-u-ron de manhã antes de sair de casa e depois atendo o telefone incrédula quando ligam da escola às 15h a dizer que o meu filho está com febre. Logo não consigo assimilar como se decide não vacinar e viver relaxado com isso. O Micro esteve doente e por momentos eu achei que podia ser Sarampo, mesmo ele estando vacinado. Para mim era impensável.

Se acho que o Plano Nacional de Vacinação deve ser obrigatório? Não, não acho, acho que cada pai deve ter o direito de escolher, mas por favor, sejam conscientes e informados, não tomem uma decisão destas, que implica com a vida dos vossos filhos e dos filhos dos outros, baseando-se apenas em crenças e novos movimentos educacionais coerentemente questionáveis. 

 

 

 

 

Coisas #27

FotoJet Collage.jpg

1 Coisa: Fechar dois miúdos em casa, por mais de uma semana é uma violência. Estamos fechados em casa, com pequenas escapas, desde 10 de Março. As responsáveis são a varicela e o virus Mãos, Pés, Boca. Amanhã temos consulta para ter alta. Estamos os três em pulgas.

 

2 Coisas: Apesar de ter conseguido alternar com o pai, as permanência em casa e as presenças no trabalho, confesso que me habituava a esta coisa de trabalhar a partir de casa.

 

3 Coisas: Como é que se passa de um fim de semana com temperaturas acima dos 25ºC que nos fazem sonhar com o verão para os anunciados 15ºC com direito a neve acima do mil metros e tudo?

 

4 Coisas: No entanto hoje o sol contínua a brilhar por isso vou aproveitar.

 

5 Coisas: Tenho de começar as limpezas de primavera.

 

6 Coisas: Ontem foi dia do pai e há mesa tivemos três gerações de pais. Acho que somos sem dúvida uma família sortuda.