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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Quinze anos de Nós

Este foi o ano dos quinze anos.

Fomos a Paris e à Disney em jeito de comemoração, com a família completa e um bocadinho antes do tempo, mas no dia 19 revivemos um pouco os anos que já passaram.

Quinze anos de amizade e companheirismo.

Quinze anos de gargalhadas e lágrimas.

Quinze anos de abraços.

Quinze anos de sorrisos cúmplices. 

Dois filhos, dias tristes, dias muito tristes, dias felizes e dias muito felizes, conheço-o de cor assim como ele me conhece a mim.

Quinze anos de nós!

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Da Felicidade...

Uma das razões porque me afastei um pouco do Facebook foi exactamente a necessidade de explorar a desgraça e vitimização e a falsa felicidade, para não falar da incitação ao ódio que cada vez surge mais no universo online. 

Sempre que faço o scroll pelo feed, sim porque continuo a ir à plataforma porque a maioria dos eventos que acontecem estão lá e convenhamos que é uma excelente forma de estar em cima do acontecimento, vejo demasiados posts onde se explora a vitimização, a descredibilização de alguns classes profissionais, a desgraça alheia que na maioria das vezes nem é verdadeira, ou como somos todos muito injustiçados. Confesso que não acredito em 90% do que passo os olhos naquela plataforma, só partilho aquilo que acho que vale a pena partilhar o que em resumo é pouquíssimo, ultimamente acho que se partilhei três posts desde que o ano começou foi muito.

Hoje ao passar os olhos por uma das revistas digitais que ás vezes espreito de manhã enquanto tomo o pequeno almoço, li esta pequena peça, e revejo-me tanto no que o senhor diz. A felicidade são momentos, vivências, instantes... "Collect moments not things" reflecte cada vez mais a minha forma de viver o mundo. 

A peça também explora a forma como vivemos hoje e vai de encontro ao já tenho falado tanto aqui.

"Esta conclusão ajuda também a perceber a cultura das redes sociais em que vivemos, em que se dá mais importância ao que se vai publicar e mostrar aos outros do que aproveitar de facto o momento. Os seguidores e o número de amigos são mais importantes do que passar tempo com as pessoas de quem gostamos."   

 

De viajar...

Desde miúda que sempre gostei de viajar, comecei cedo com os meus pais a percorrer o país nos meses de verão para conhecer um bocadinho do que é nosso, não vivíamos mal, mas também não éramos ricos como se dizia na altura, no entanto os meus pais sempre valorizaram o passeio e a viagem como forma de enriquecimento cultural.

Hoje dá-se o nome de "wanderlust" ao desejo de viajar e conhecer novos destinos, novos locais, novos mundos.

Tal como os meus pais fizeram também eu tento mostrar os miúdos o mais possível do nosso cantinho e de outros cantinhos que vamos conhecendo.

Acredito que uma viagem em que vamos a um sitio que não conhecemos ensina mais aos miúdos que muitas horas numa sala de aula, conhecer uma nova realidade, uma nova língua, um novo país, uma nova cultura ensina aos miúdos algo que só fora da sala de aula eles vão aprender. Por isso apesar de achar fundamental para um casal viajar sozinho, também acho fundamental viajar com os miúdos e mostra-lhes o mundo que nos rodeia, sem filtros.

Desta viagem a Paris e à Disney, concluí várias coisas, algumas delas chamei à atenção dos miúdos às vezes pela negativa outras vezes pela positiva.

Após um dia em Paris e quatro dias no universo multicultural que é a Disney constatei o seguinte:

* Paris é muito mais multicultural que Lisboa, sem margem para dúvidas;

* Há imensas pessoas com peso acima do admissível, especialmente mulheres e miúdas... tantas miúdas com excesso de peso. É assustador;

* A reciclagem está bem menos desenvolvida lá do que em Portugal, pelo menos pelo que vi. Nas ruas não há grande disponibilidade para reciclar e não se vêm contentores de separação como em Portugal, num local como a Disney achei muito mau não ser promovida pelo menos a separação do plástico e do papel;

* Ainda dentro da questão lixo, Paris continua suja, mágica mas suja;

* As sobrancelhas grossas e desenhadas a lápis são o grito da moda neste momento, boa parte das raparigas jovens que vi, de várias nacionalidades usavam quase uma monocelha desenhada cuidadosamente a lápis dos olhos, mais uma moda que não vou aderir...

* O respeito pelo próximo é mais evidente do que antes, mas continuamos a focarmos muito no nosso umbigo. Quando o autocarro chegava ficava sempre para trás porque havia sempre umas mães desesperadas para arranjar um lugar sentado para o querido filho;

* Come-se muito mal naqueles locais, o fast food impera e o resultado de uma semana de férias foi uma cara cheia de borbulhas;

* Ouvir uma missa em Francês causou um impacto interessante no Mini;

* O metro teve sempre animação, gente a cantar ou a tocar instrumentos que entra e sai entre estações, para não ser apanhado pelos revisores. Eu sei que é ilegal, mas ouvir "La Vie en Rose" dentro do metro enquanto avistávamos pela primeira vez a Torre Eifel foi muito, muito giro;

* Os francesas estão muito mais preparados para falar inglês do que há dez anos atrás e isso foi muito bom, mas tentei falar francês e ensinei aos miúdos, o "merci" e o "bonjour" e foi muito divertido;

* Junto ao aeroporto "Charles de Gaulle" ainda vi uma lixeira a céu aberto, daquelas com frigoríficos velhos, roupa e móveis espalhados por todo o lado, fiquei um pouco surpreendida pela negativa;

* O consumismo num local como a Disney é assustador. Eu vi miúdos a jogarem para o chão peluches que rondavam os cinquenta euros. Tudo na Disney é caro, mas as pessoas compram, compram e compram;

* Ainda na Disney, toda a equipa, sem excepção, desde as bilheteiras, às recepções, aos restaurantes, às equipas de limpeza, toda a gente é extremamente simpática e atenta;

* A selfie é uma necessidade real, de tal forma que até vi pessoas a discutir porque estavam à frente do castelo da Bela Adormecida;

* Ainda na questão do telemóvel assisti a uma discussão na noite do espectáculo ao final do dia, porque duas amigas que estariam supostamente a ver o espectáculo de luzes, estavam a filmar com o telemóvel, uma em direito para o Instagram e outra só a filmar. A que estava só a filmar ficou sem espaço, pediu à outra para filmar, mas a outra não podia interromper o live para o Instagram e a que estava a filmar não viu o resto do espectáculo porque esteve a apagar fotos para ter mais espaço, para filmar o espectáculo que entretanto acabou sem ela ver. Acho que devemos repensar um pouco o que andamos a fazer...    

* Paris é e sempre será para mim uma cidade mágica e acho que consegui transmitir um pouco disso aos miúdos.

 

Coisas #42

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1 Coisa: Ainda falta quase um mês para o Carnaval e a minha cidade já está enfeitada e eu ainda tenho de arranjar fatos de Carnaval alusivos ao circo para os dois carnavaleiros. 

2 Coisas: Eu detesto chuva, mas preocupa-me um pouco de já estarmos em Fevereiro e chuva nem vê-la.

3 Coisas: Voltar de férias e regressar ao trabalho quase no dia seguinte é quase como levar com quando a água fica de repente gelada, durante um banho quente. 

4 Coisas: Não gosto das mochilas versão mala, eu sei que estão super na moda, que toda a gente usa e acha super prático, mas a mim só me faz lembrar os tempo de escola e nem nessa altura eu usa mochila, na maioria dos anos usei malas a tiracole. (mais uma vez a cena de estar "off" desta sociedade)

5 Coisas: Li esta reportagem do Público sobre a "mulher portuguesa", e concluí que ou não sou portuguesa, ou não sou mulher, ou tenho uma sorte do caraças, ou por último, soube escolher... Faz-me um pouco confusão este tipo de generalizações e este tipo de análises estatísticas, que levam a uma imagem que na minha opinião não é real. Mas eu também estou sempre a dizer que não me sinto enquadrada nesta sociedade, por isso bate certo.

Só uma dica sobre este assunto, para viver um relação saudável em todos os aspectos, inclusive na gestão da casa, são precisas duas pessoas, diálogo e respeito.

Da Disney...

Pela terceira vez fui à Disneyland Paris e adorei, mais uma vez.

Ás vezes acho que vivo mais aquilo que os miúdos.

Da primeira vez que fui, estava no nono ano, fui pela disciplina de Francês e dessa viagem tenho mais memórias de Paris do que da Disney propriamente dita.

Na vez seguinte fui com o homem, estava um tempo horrível. Tivemos muito muito frio e passamos demasiado tempo em filas, mas adorei cada minuto na mesma.

Desta vez tudo indicava que o tempo ia estar mau de novo, mas afinal acabou por não chover e só tivemos um dia de nevoeiro mais cerrado.

Fomos quatro dias com meia-pensão, ficámos no Hotel Santa Fé e a experiência fui muito, mas mesmo muito positiva.

O Hotel era muito simpático, cheio de alusões ao filme "Cars", com a banda sonora do filme a passar em loup. A comida era muito boa e havia muitas opções de escolha. Para os miúdos foi excelente e para nós também. Estar perto do parque, apesar de precisarmos do autocarro gratuito foi óptimo também. 

Os dias começavam no parque com um pequeno-almoço generoso, do qual sobrava uma parte para o lanche. 

De mapa na mão fomos riscando da lista o que íamos vendo e marcando aquilo que queríamos repetir. 

O parque da Walt Disney Studios cheio de stormtroopers foi uma óptima surpresa.

Conseguimos ver tudo o que estava aberto nos dois parques, e repetimos algumas coisas porque eram boas de mais e tínhamos tempo.

Nunca choveu, as filas não eram enormes como me lembrava e os miúdos aguentaram-se ao andamento. São dias cansativos, mas que valem tanto a pena.

Toda a magia que envolve aquele local, a música, as personagens Disney por todo o lado, as paradas, os espectáculos... tudo vale a pena e digam o que disserem a magia da Disney é boa em qualquer altura da nossa vida.

Pequenas notas:

As montanhas russas são todas a partir de 1,20m ou 1,40m e isso limita o acesso aos mais pequenos;

Há algumas atracções que apresentam uma altura limite de 1,02m e o Micro ficou bem zangado por não ter atingido essa altura;

A comida a preços decentes resume-se a fast food;

O espectáculo do final do dia, ao fecho do parque é magnífico. 

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"Growing old is mandatory, but growing up is optional." - Walt Disney

De Paris...

Pela terceira vez na minha vida fui a Paris e à Disney, e mais uma vez adorei.

Confesso que não me agrada nada ouvir falar francês, é um língua que não me atrai, que acho pouco interessante na verdade, mas cada vez percebo mais e nos dias bons já consigo articular qualquer coisa. Não sendo propriamente fã da língua francesa, é um pouco incoerente que goste tanto de França... Sempre que vou a Paris relembro-me de como adoro aquela cidade, a imponência da construção Napoleónica e Haussmanniana, extremamente bem organizada e com edifícios cúbicos em avenidas largas, bairros estruturados e cheios de vida. 

Dos vestígios da "belle epóque" aos testemunhos dos anos loucos de Monmatre, à "Vie en Rose", tudo me faz viajar de certa forma para uma espécie de filme que só consigo ver lá.

Adoro as boulangeries, o marché aux poissons e as fromagerie. Perco-me facilmente a passear por lá só por passear.

É uma cidade cara, mas merece tanto, mas tanto uma visita. 

Desta vez fui com o homem, os miúdos e a minha mãe, tinha-lhe prometido que quando fosse à Disney com os miúdos a levava e assim foi. Para ela e para os miúdos era a primeira vez em Paris, por isso quis mostrar o principal no único dia que íamos lá passar.

Fizemos um tour mais ou menos pequeno que começou em Montmartre, com a visita ao Sacré-Cour onde ainda apanhámos uma parte da missa, o que foi bastante interessante. Depois descemos a pé, pela Place du Teatre e pelas ruazinhas cheias de pequenas lojas, peixarias, queijarias, padarias e restaurantes pitorescos até ao metro junto ao Moulin Rouge, com destino à Torre Eiffel. Subimos ao último andar da torre, apesar dos miúdos não estarem muito confiantes numa subida tão alta. Como o dia estava limpo, consegui mostrar à minha mãe toda a vista da cidade, e os miúdos acabaram por perceber que afinal não iam cair de lá de cima.

No Troncadero, apanhámos o Batobus, que é uma espécie de autocarro turístico, com paragem nos monumentos principais, mas em versão barco, possibilitando assim o tradicional cruzeiro no Sena. 

Desta forma visitámos ainda a magnífica catedral de Notre Dame, que não me canso de dizer que é linda e os Jardins do Louvre e Champs Élysées. 

Ao final do dia regressamos ao nosso apartamento. Reservei o apartamento no AirB&B como já fiz outras vez e mais uma vez a minha experiência foi excelente, o apartamento era muito bom, muito confortável e muito bem localizado, com padaria, supermercado e estação de RER à porta. Apesar de ser mais longe do centro de Paris, foi sem dúvida uma excelente escolha.

"We'll always have Paris"

Do romantismo...

Em Fevereiro, eu e o homem, comemoramos 15 anos de namoro, 15 anos de vida a dois. Não casámos por opção e ao fim de pouco mais de 6 meses de namoro estávamos a viver juntos. 
Somos o resultado de uma longa amizade que se transformou em algo mais, não imagino a minha vida sem ele e às vezes tenho dificuldade em lembrar-me como era antes de ele fazer parte dela.
Não somos românticos, nem eu nem ele, nunca fomos de grandes declarações e manifestações de amor. Digo-lhe que o amo quando sinto essa vontade ou ás vezes necessidade e normalmente só preciso de um abraço dele para lhe ler os pensamentos.
Este ano vamos comemorar o nosso aniversário em Paris, o que é um verdadeiro cliché, especialmente para quem acabou de afirmar que não éramos um casal romântico, mas queríamos levar os miúdos à Disney e o ano era este e pensei porque não Fevereiro, fui ver os preços e é sem dúvida a melhor altura para lá ir por isso, juntámos as duas coisas e vamos comemorar um bocadinho antes da data, mas isso pouco importa, o que interessa é viver o momento e aproveitar Paris da melhor forma possível.
Apesar de afirmar que não sou romântica, a música que oiço muitas vezes tenta mostra-me o contrário. Sou daquelas pessoas que se arrepia quando ouve uma música boa ou que chora se a letra o proporcionar. Quando saiu "Assim Nasce uma Estrela" quis ver o filme imediatamente, primeiro porque o "Shallow" já andava a tocar online e eu adorei a múscia ao primeiro instante, depois porque gosto daquele estilo drama/musical, também porque li que o Bradley Cooper tinha pedido conselhos ao Eddie Vedder acerca de realizar o filme ou não e estava muito curiosa com o resultado, depois porque sabia que a Lady Gaga tem uma voz fenomenal e tinha mesmo de ouvir tudo aquilo que ela tinha para nos cantar. Chorei boa parte do filme, provavelmente porque a personagem do Bradley Cooper me faz lembrar um pouco o Eddie Vedder e porque a letra da maioria das músicas é realmente intensa. 
E ai voltamos a falar do romantismo, há músicas no filme que são verdadeiras declarações de amor.
"I'll never love again" é uma delas e eu choro quase todas as vezes que a oiço. E não me chamem lamechas, sou só sensível e pelos vistos romântica ;)
 

E sim eu sei que é a segunda vez que estes dois vêm à baila, mas gosto particularmente deles neste momento.