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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Do Nosso Fim de Semana

Este fim de semana, fez sol finalmente!

Andava a ressacar de uns dias assim, solarengos, mornos, preenchidos e cheios de actividade.

Fizemos de tudo um pouco, arrumações, limpezas, pinturas, almoços com os melhores amigos, passeios pela cidade, passeios pela praia, jantares românticos. No final do dia de domingo passámos de uma tarde de verão para um final de dia de inverno e fugimos para casa porque estava a ameaçar chover, como se pode ver nas fotos. Mas foi excelente na mesma.

Foi óptimo. Venham mais assim.

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Do Fim de Semana de Chuva

Costumo detestar chuva, acho que tudo fica mais feio, os dias são mais tristes e as pessoas ficam sem energia. 

Quando chove não me apetece sair de casa, mas depois irrita-me o facto de estar fechada em casa ao fim de semana, é um desperdício, mas por acaso este fim de semana até foi agradável.

Estivemos os dois dias enfiados em casa, no meio de brinquedos espalhados pelo chão, lareira sempre acesa, livros de estórias, maratonas de cinema (UnderWorld), cozinhados, chás quentes, manhãs tardias na cama dos pais, cafés longos adoçados por biscoitos que fiz logo de manhã, limpezas chatas e reorganizações.

Não é simples passar dois dias enfiada em casa com dois putos cheios de energia, mas a coisa fez-se e confesso que até soube bem, os quatro no nosso casulo aproveitámos ao máximo um dos fins de semana mais molhados dos últimos tempos.

 

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Do Nosso Natal

Finalmente o post sobre o Natal!

Este ano posso dizer que o nosso natal foi assim um pouco adoentado.

Basicamente estavam quase todos doentes, a mãe, a avó, o avô, a irmã, o pai obviamente. No entanto isso não nos impediu de comemorar-mos a noite de Natal como sempre fazemos, com uma mesa cheia do que mais gostamos.

Eu já disse milhões de vezes que adoro esta época do ano e poder vivê-la mais um ano com todos à mesa é o melhor que podia ter acontecido.

Na mesa principal tivemos as ostras e o berbigão como é tradição, também não faltou camarão e a tábua de queijos, terminado com o bacalhau que este ano estava assim para o seco porque a cozinheira queria fazer muita coisa ao mesmo tempo.

Na mesa dos doces, tivemos aletria para matar as saudades do Natal na casa do homem, os sonhos e as azevias de batata doce e claro o toucinho do céu. Convencer o Micro que não podia mexer naquilo tudo não foi simples mas conseguimos.

 

 

Tivemos de acelerar um pouco a chegada do Pai Natal porque a ala dos doentes não estava a aguentar a pedalada e por volta das 22h30 ouviram-so os sinos e as renas no telhado. O Mini correu lá para fora com o pai e quando voltou para casa, depois de só ter visto a pontinha do trenó, o Pai Natal já tinha passado, só comeu as bolachas, deixou o leite e esqueceu-se do saco dos presentes.

Como sempre a loucura de desembrulhar os presentes foi muita, mas deu aos adultos a oportunidade de soltar umas gargalhadas com os comentários de ambos os piolhos a cada presente que recebiam ou que entregavam.

O que interessa é que estávamos todos e espero que para o ano sejamos os mesmos, ou mais, à mesa a partilhar sorrisos, conversas e brindes a um dos dias mais iluminados do ano.

Das Nossas Mini-Férias em Londres

Mais uma vrz fomos de mini-férias, e foi óptimo.

Há já algum tempo que planeava fazer férias com os miúdos com a inclusão de uma viagem de avião. 

Felizmente a Ryanair faz promoções muito interessantes e numa das minhas pesquisas encontrei preços muito atractivos para Londres.

Já queria visitar Londres com os miúdos pela altura do Natal desde o ano passado, mas queria esperar que o Micro crescesse um bocadinho. Sempre disse que não era fã de viajar com miúdos de fraldas. Mas o Mini não tem culpa do irmão ainda ser pequeno e achei que o Micro já estava capaz de nos desenrascar-mo-nos com ele, por isso depois de fazer contas lá decidimos embarcar na aventura de viajar com dois putos pequenos, para um país estrangeiro, com uma moeda e língua diferente da nossa e com o recurso a transportes públicos. 

Em jeito de balanço admito que foi um bocadinho loucura, mas foi tão bom.

 

 

 

O tempo esteve mais ou menos, só apanhámos chuva um dia e estávamos abrigados quando choveu, os putos portaram-se melhor do que esperava, Londres continua incrível, as feiras de Natal são lindíssimas e caríssimas, esteve frio mas felizmente estávamos preparados, o hotel foi uma óptima escolha, a localização não era excelente, mas pelo preço e a proximidade do metro foi mesmo muito boa escolha. 

Viajar com miúdos pequenos é sempre diferente, desafiante e até um pouco loucura, quando usamos apenas metros e comboios que partem a horas certas e não esperam por nós. Sentimos na pele a angustia de perder um ou outro mais do que uma vez, mas optamos sempre por ter calma e esperar pelo resultado e correu bem.

 

 

 

Aprende-se muito com este tipo de viagens. 

Desde de que viajei com eles, sei que o tempo não estica.

Sei que por mais planos que faça, nunca conseguimos fazer aquilo que planeamos.

Sei que o carrinho é fundamental até para o mais velho.

Sei que tudo é muito mais complexo com miúdos, até o simples acto de entrar num autocarro.

Sei que crianças e comidas diferentes pode não ser uma boa mistura.

Sei que andar de qualquer meio de transporte mais do que uma a duas horas torna-se saturante, mesmo que seja de avião.

Sei que tudo demora muito mais tempo com eles.

Sei que em Londres não há assim sopa à venda em todo o lado.

Sei que não vale a pena tentar acelerar as coisas com eles, porque eles fazem tudo ao seu tempo.

Mas também sei que tudo tem outra luz e outra cor visto pelos olhos deles.

Sei que nestas viagens eles aprendem mais do que num mês de escola.

Sei que o meu coração se enche quando os oiço a falar com entusiasmo sobre a experiência que viveram.

Sei que eles acham que o que nós fizemos foi um espectáculo.

Sei que no futuro não se vão lembrar de muito, porque são muito pequenos, mas alguma coisa vai ficar de certeza.

 

 

 

Foram quatro dias, de museus, passeios a pé, feiras de Natal, Hyde Park com esquilos e tudo,de Cambridge, uma cidade linda, por que me apaixonei ao primeiro olhar e me deu vontade de voltar ainda antes de me ir embora, de comidas diferentes, noites muito bem dormidas, pequenos almoços à inglesa, sorrisos, sestas no metro e autocarro ou até mesmo às cavalitas do pai, muitas escadas com e sem malas, iluminações de Natal, muitos "Uau's" e muita excitação, muito cansaço e ceias no chão do quarto de hotel, muitos abraços e poucas fotos, porque com eles é muito complicado tirar fotografias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E principalmente muita união, estarmos assim os quatro sozinhos num país que não é o nosso, mesmo que seja só a passear aproxima-nos muito, somos só nós, não está ali mais ninguém. Adorei!

 

Das Nossas Mini-Férias em Barcelona

Cada vez mais as nossas férias são assim para o mini. Temos de pensar que esta é a nova realidade e aproveitá-la e pronto.

O W casou e convidou-nos óbvio.

Mas era em Setembro e o Homem não pode tirar férias em Setembro, quer dizer não deve, por isso tirou recuperações.

O meu pai estava no hospital e a minha vontade de sair de perto de casa era próxima de zero, mas já tinha comprado bilhetes e já tinha pago  hotel(apartamento).

Depois de muitas conversas mentais comigo mesma, depois de muitas dúvidas e incertezas e de chorar umas quantas vezes, decidi, com muita culpa à mistura que íamos, tal como tínhamos combinado sem os miúdos, curtir e conhecer Barcelona. Nós, os R's adultos e a C e o J com o seu pequeno que se portou à altura.

Viajámos de Sevilha porque era bem mais barato. Ás 8 da manhã estávamos em Barcelona e foram 4 dias óptimos.

 

 

 

O nosso apartamento era perto do centro. Não era excelente mas servia perfeitamente para nós. Tinha varanda o que o tornava muito agradável e estava perto de tudo.

Andámos quilómetros, vimos quase tudo o que há para ver em Barcelona por fora, por dentro já foi mais complicado porque havia uma festa que tornou a cidade numa bolha de gente, com filas para todas as atracções. Imagine-se que para vermos a Sagrada Família (para nós Capela Sistina) na quinta-feira só era possível comprar bilhete para a segunda-feira seguinte.

Barcelona é muito bonita, tem uma luz muito agradável, uma magia diferente das cidades espanholas que conheço. É uma cidade enorme também, cheia de gente e de tradições que saltam à vista.

Comemos sempre muito bem, pelo meio da cidade velha essencialmente. 

 

 

 

 

 

Conhecemos finalmente a Champanheria que o W tanto falava, porque a despedida de solteiro dele começou lá. Fizemos o tour da morte, onde basicamente o objectivo é beber até cair. Voltámos para casa a pé para curar. Foi em grande.

 

 

 

 

 

 

 

O casamento foi muito giro, no jardim de um Hotel, com a chuva a ameaçar e com direito a festival de relâmpagos no final da tarde.

Depois do jantar dançámos até cair e voltámos para "casa" no autocarro que os noivos providenciaram.

Foi um casamento muito emotivo, provavelmente por ele estar longe de casa. Adorei estar lá, e tenho a certeza que apesar da culpa, tomei a decisão certa.

Não foi sempre magnifico para mim, confesso que houve momentos em que engoli em seco, mas ainda bem que fui e que correu tudo bem.

Venham mais férias, mesmo que curtas e Barcelona nós vamos voltar porque a "Capela Sistina" estava fechada e eu quero ver aquilo por dentro.

Coisas #20

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1 Coisa: Há poucas coisas que me encham mais o coração, que ver o Mini e o Mcro a rir à gargalhada enquanto brincam juntos (está a acontecer com mais frequência e estou a amar!)!

 

2 Coisas: Eu sei que está na moda a comida sem gluten e sem lactose, sem conservantes, sem sal, sem açúcar, sem nada basicamente. Mas eu felizmente, pelo menos por enquanto posso comer essas cenas todas e a maioria das pessoas também podem, só deixaram de comer porque está na moda. Não me entendam mal, eu sei que infelizmente há muitas pessoas intolerantes à lactose ou ao gluten, aliás uma das minhas bff's andou anos com problemas de digestão até perceber que era intolerante à lactose. Mas confesso que não há pachorra para os extremismos... (isto foi só um desabafo de uma gaja com mau feitio não liguem...)

 

3 Coisas: O frio chegou e eu ainda nem tirei os cachecóis de baixo da cama.

 

4 Coisas: Hoje voltei finalmente a tomar o meu pequeno-almoço, sentada como deve ser, com tudo o tenho direito, já tinha saudades (devagarinho as rotinas vão voltando).

 

5 Coisas: Esta noite sonhei que já não precisava de passar a ferro os 20kg de roupa que jazem na cesta à entrada do meu quarto. Isto é para verem o que eu gosto de passar a ferro.

 

6 Coisas: O Mini agora diz que quer ganhar o milhão... não sei bem de onde é que esta conversa vem, nem se ele sabe o que é um milhão mas ele diz que quer ganhar porque depois vai para a televisão... Não sei que ria se chore...

Do Regresso a Casa

Uma das melhores coisas de ir de férias (e sim eu vou fazer um post sobre as férias) é o regresso a casa. Especialmente quando não levamos os miúdos connosco.
Tinha saudades deles, do cheiro, dos gritos, dos beijos, de tudo, além disso adoro chegar a casa e voltar a dormir na minha cama, é assim uma coisa que me faz sentir reencontrada.
Desta vez o regresso tinha muitas coisas boas. 
O meu pai já tinha tido alta e estava em casa. O Micro já andava destemidamente por todo o lado. O Mini contou os dias para regressarmos a casa. Tudo coisas que nos fazem sentir amados e felizes.
No domingo resolvemos passar o dia com os R's porque ambos os putos, os deles e o meu, estavam a ressacar de saudades uns dos outros. E como compensação por termos ido de férias sem eles (sim porque nestas coisas, a culpa nunca nos larga) passámos a tarde juntos, na praia, não a fazer praia, mas na praia, um dos nossos sítios favoritos e acabámos em nossa casa a jantar pizza e sushi.  
Depois de lanchar-mos fomos dar um passeio junto ao mar e o cenário era este.
 

 

E nesse passeio senti-me uma mulher cheia de sorte que tem tanto tão bom à sua volta que não tem razões para se queixar. Sem duvida que recarreguei baterias para tudo o que ai vem, seja bom ou mau. Este cenário tem sem dúvida poderes curativos.

E ser testemunha do crescimento da amizade dos R's e dos meus filhos é algo que me enche o coração, de uma forma difícil de explicar.

Só por um regresso destes vale a pena ir de férias, mesmo sejam curtas como as nossas foram.

Da Aventura de Acampar

Fomos de férias, quer dizer mini-férias, mais uma vez, mas o Sol não quis vir connosco.

A minha vida está assim um pouco em stand-bye desde o final de Agosto. Estes dias têm sido um pouco complicados e ultimamente a minha vida resume-se a casa, trabalho e hospital. 

Ás vezes sinto-me um pouco sem rumo e isso assusta-me.

Há já algum tempo que tínhamos falado, eu e o homem, em acampar com os miúdos. Tínhamos saudades de Aljezur e daquelas praias magníficas e gostávamos de oferecer essa experiência ao Mini. Adiámos esta pequena viagem o verão todo, porque o tempo passa rápido, porque o verão aqui em casa é sempre um pouco agitado, porque o homem não tem férias nesta altura do ano, porque entretanto o Micro resolveu ter uma convulsão, porque entretanto o meu pai foi internado de urgência e não sabemos quando voltará a casa, por tudo e mais alguma coisa. 

Como não sabíamos se realmente íamos conseguir, não combinámos, nem sugerimos esta hipótese a ninguém.

Na sexta-feira passada, depois de ir ver o meu pai, como faço quase todos os dias, vim para casa a pensar que os miúdos, à conta disto tudo, têm passado os dias fechados em casa e em conversa com o homem acabámos por decidir que era altura de fazer alguma coisa diferente, para eles, antes do inicio das aulas.

Desta forma, no sábado, depois do homem chegar do trabalho e de ter arrumado as coisas todas para levar, sem ter feito uma lista ou planeado nada para esta viagem, saímos em direcção a Aljezur ao som de Peral Jam como é óbvio.

Chegámos ao Parque de Campismo do Serrão, casa de tantas outras férias nossas em anos anteriores, faltavam 5 minutos para as 22h. E a recepção fechava às 22h. Como disse não foi muito planeado e achávamos que a recepção era até à meia-noite.

Montámos a tenda de noite, o melhor que conseguimos e na manhã seguinte percebemos que estava montada num caminho e não no local próprio para tal. Detalhes!

Foram dois dias óptimos, apesar do nevoeiro, os miúdos adoraram, o Micro talvez seja um pouco novo ainda para estas andanças, mas o Mini já se desenrasca muito bem. Houve birras como sempre, houve gargalhadas, almoços na praia, jantares no restaurante. Houve noites ao luar, houve perguntas e mais perguntas sobre os barulhos, as sombras, as pessoas, os balneários, as pulseiras, as chapas da tenda e do carro, as regras, as praias, e sei lá mais o quê. Tudo era novidade!

Como o nevoeiro continuou persistente, no domingo resolvemos fazer praia em Lagos, na Meia Praia, onde não havia nevoeiro mas sim um sol quentinho e água calma sem ondas para os miúdos brincarem e para nos fazer sonhar com o próximo verão, já que este está mesmo, mesmo no fim. 

Acho que correu bem, o Mini tem mais uma memória para contar, adorou dormir numa tenda.

Nós estávamos a precisar, eu estava a precisar, a minha cabeça estava a precisar e foi bom, muito bom. Espero repetir, na próxima com os R's por exemplo, já que o Mini passou o tempo a dizer que os amigos dele iam gostar muito de acampar numa tenda também (eu expliquei que tinha sido tudo em cima da hora, mas ele acha sempre que tudo é possível num instante, acho que isso é culpa minha).

Aljezur é e provavelmente sempre será um dos meus sítios favoritos neste país. Ir lá faz-me sonhar com uma vida de relax, daquelas em que vivemos dos rendimentos e não do ordenado, porque lá não seria fácil arranjar emprego, mas é como o meu local de cura e recuperação, o nosso local secreto, my favorite spot!

 

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