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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Da notícia de hoje ...

Um pouco a propósito do post de ontem surge hoje esta notícia no Diário de Noticias:

Governo alarga licenças parentais

Por acaso, nem é bem o título que me interessa mais, mas sim o que li no corpo da notícia. Entre várias medidas associadas ao incentivo à natalidade, pode ler-se e passo a citar:

"Trata-se de uma mudança cultural que exige convocar toda a sociedade e assumir um compromisso coletivo com medidas de impacto a curto, médio e longo prazo. Este programa representa, por isso, um esforço conjunto do governo, de empresas públicas e privadas, e de entidades da administração pública central e local", lê no preâmbulo do programa, a que o DN teve acesso.

Uma mudança cultural, que eu ando a defender há bastante tempo e que é fundamental, para voltarmos a ser pais dos nossos filhos e não apenas alguém que lhes dá de comer, duas vezes por dia (já que normalmente almoçam na escola) e os acomoda na cama à noite, depois de lhes dar banho. 

Pessoalmente acho que o meu vencimento não é adequando nem à minha função, nem à minha formação, mas ultimamente já quase que nem falo em aumento (apesar de o aceitar se tal me for proporcionado obviamente que não sou hipócrita a esse ponto), falo de mais tempo. Preciso de mais tempo, mais tempo para ser mãe, mais tempo para ser mulher, mais tempo para ser eu...

Na noticia ainda refere algo porque luto quase desde entrei no mercado de trabalho, que já está referido na lei, mas que praticamente nenhuma empresa em Portugal permite colocar em prática, passo mais uma vez a citar. 

Neste "conjunto de medidas" inclui-se "a implementação de práticas laborais" como o "teletrabalho, horários adaptados, horas-limite para reuniões, ginástica laboral" e o "desenvolvimento de sistemas de apoios pessoais e familiares (formação, incentivos à partilha das licenças entre pais e mães, protocolos com entidades prestadoras de serviços em áreas diversas como a saúde, cuidado de pessoas em situação de dependência, desporto, cultura e lazer)".

O teletrabalho é totalmente possível na minha função durante pelo menos dois dias por semana (e estou a ser boazinha), e seria para mim uma mais valia enorme. Adequar horários é tão simples na minha empresa que até doí ter 1h30m de almoço, por depois sair do escritório depois das 18h, quando às 17h já podia estar a apanhar os miúdos, permitindo um ganho de quase duas horas nas nossas rotinas diárias. 
 
Têm todo o meu apoio, posso-me dar como voluntária neste projecto piloto e espero ver resultados em breve (eu sou paciente...) e não só notícias bonitas no jornal. 

 

Dos filhos...

Preparem-se que este post é longo...

 

Há mais ou menos dois anos, comecei a tomar consciência de algo que no fundo sempre soube, mas que sempre tentei ignorar. Nós somos totalmente forçados pela sociedade a viver da forma como vivemos. Tenho vários exemplos disso, alguns mais flagrantes que outros, mas esse será tema para outro post. Hoje quero apenas falar de um tema, os filhos.

Toda a pressão social que existe à volta de ter ou não ter filhos, ter um ou dois, ter dois ou mais, ter filhos rapazes ou filhos raparigas, amamentar, movimentos de educação alternativa, atl's, actividades extra curriculares, etc, etc, etc, é completamente ridículo e é quase obsceno a forma como as sociedades impõem o rumo de cada casal na actualidade.

Em miúda, não demonstrava grande queda para a maternidade, tinha um Nenuco, que servia mais de audiência para as minhas brincadeiras do que de suposto bebé de fingir, nunca tive carrinho de brincar e nunca o levei para lado nenhum, como via muitas miúdas da minha idade a empurrar o Nenuco num carrinho cor de rosa cheio de folhos, vestido com as roupas de quando elas eram bebés. Não era de todo a minha cena, mas durante a adolescência isso mudou, e decidi que queria ser mais jovem, não podia ser tão jovem como a minha mãe tinha sido, porque queria estudar, mas seria mãe aos vinte cinco, porque com essa idade, na minha sonhadora cabeça de adolescente, já tinha concluído a licenciatura e teria entrado no mercado de trabalho, o que queria dizer que teria um emprego estável e um conforto financeiro que me permitia pensar na maternidade.

Mais tarde já na universidade, constatei que o meu sonho era bonito, mas impraticável, porque o mercado de trabalho não era assim tão acolhedor como idealizei e porque os meus namoros de universidade foram grandes desilusões, levando-me uma altura a questionar a hipótese de ser mãe solteira adoptante, sem grande justificação, apenas nunca me passou pela cabeça fazer uma inseminação, pensei sempre que se fosse essa a minha vontade, ser mãe solteira, adoptaria. 

Mas depois o homem da minha vida apareceu, e as coisas mudaram de rumo, acabámos o curso no mesmo ano e rumámos à minha terra natal, porque a oportunidade de trabalho assim o ditou, e o sonho da maternidade ficou em stand bye, porque era jovem e ingénua e achava que isto de trabalhar na área era realmente uma dádiva e que ia ter uma carreira promissora, enfim, passados poucos anos compreendi que um trabalho serve realmente para ganhar dinheiro de forma a manter uma vida estável e tentar fazer o que gostamos de verdade. Por isso, quanto verifiquei que não ia ser uma "engenheira famosa", o sonho da maternidade voltou e depois andámos a fazer tempo, para encontrar um período estável nas nossas vidas, o homem era professor e não estava fácil arranjar lugar perto de casa.

Mas como a vida tem um rumo próprio, quando nós pensávamos que a estabilidade tinha chegado, e decidimos engravidar, o pai ficou desempregado, aliás esse foi o último ano que deu aulas, e para provar que a vida tem realmente um rumo definido, quando o nosso segundo filho nasceu, o pai também estava desempregado. O que na verdade não mudou em nada a forma como os dois foram recebidos na nossa família.

Sou uma mãe feliz, com medos e dúvidas, certezas e conquistas, como a maioria das mães que conheço, queria ser mãe, não foi a sociedade que me "obrigou", foi algo que recebi com toda a naturalidade do mundo e sei que sou hoje muito mais eu, do que era antes de os ter, mas...

Há sempre um mas... Mas vou deixar esse mas para mais à frente.

Já contei como não queria ser mãe, como passei a sonhar ser mãe e como fui mãe, agora vou contar porque comecei este post a falar na pressão que a sociedade faz sobre nós.

Cresci numa casa cheia, passei metade da minha infância e metade da minha adolescência a viver numa família de 7 pessoas. Os meus primos que viviam numa zona mais interior passavam a semana connosco, para puderem estudar sem fazer dezenas de quilómetros todos os dias, por isso para mim família sempre foi barulho, muita gente à mesa, muitas gargalhadas e muitas discussões.

Sempre quis ter uma família grande, por isso sempre que me perguntavam quantos filhos queria, o número três saltava rapidamente. Quando começámos a falar em constituir família, o homem e eu apalavramos dois filhos gerados e uma adopção. 

Com o tempo comecei a achar que gostava de gerar os três filhos e adoptar quando eles fossem mais velhos. 

Como gerámos dois rapazes a pressão social para "tentar a menina" tem sido grande, e aqui entra a justificação deste post.

Porque é que temos filhos? Eu sei porque quis ter filhos, sei porque quis ter dois e sei porque agora não penso em ter três, gerado ou adoptado. Eu sei porque tomei todas as decisões que tomei no que diz respeito à maternidade e sei porque não quero "tentar a menina", apesar de ser algo com que sempre sonhei. Eu sei, mas... os outros sabem? 

A sociedade impõe-nos a constituição de família, as mulheres com mais de vinte e cinco anos sofrem pressões incríveis para começar a pensar em ser mães, as de trinta anos, são quase condenadas por ainda não serem mães e as com quarenta anos são rotuladas de loucas se quiserem ser mães. E nós aceitamos essa imposição, e constituímos família, temos filhos, e depois, o resto? Quem faz? Porque o que a sociedade nos esquece de impor é a educação desses filhos, a responsabilização e a real construção da FAMÍLIA.

Hoje ter filhos está na moda, é giro comprar o carrinho de bebé topo de gama com tracção atrás e rodas XPTO, é giro comprar cinco conjuntinhos para cada dia e três pares  de sapatos quando eles ainda nem os usam, mas cuidar deles, manter uma família estável, educar para a responsabilização, para a compreensão, para o amor próprio, para o respeito pelo próximo, para a generosidade, para o civismo, cada vez é mais démodée.

Quando olho à minha volta e não me excluo desta situação, vejo crianças irresponsáveis, pouco colaborantes, muitas vezes mal educadas, mas sejamos honestos, na realidade as crianças, são educadas umas pelas outras.

Felizmente tenho muito bons exemplos à minha volta, mas vejo muitas famílias que não são realmente famílias, a sociedade impõe-nos níveis de consumo completamente desajustados e ritmos de vida completamente incompatíveis com a constituição de uma família estável e equilibrada.

Como já disse atrás, sou uma mãe feliz, com medos e dúvidas, certezas e conquistas, como a maioria das mães que conheço. Queria ser mãe, não foi a sociedade que me "obrigou", foi algo que recebi com toda a naturalidade do mundo e sei que sou hoje muito mais eu do que era antes de os ter, tenho uma família grande e bem disposta, na maioria dos dias, feliz, mas...

Mas os filhos não são necessariamente sinónimo de famílias felizes, muitas vezes nem são sinónimo de família, de todo. Quando olho à volta vejo muitas crianças que já não são filhos, e muitos casais que já não são família, temos de ser mais conscientes do que representa constituir uma família, do que represente colocar a nova geração no mundo e principalmente o que representa educar a nova geração e a sociedade não pode ser o motor destas decisões. Não podemos ter filhos apenas porque é o que a sociedade espera que façamos, muito menos devemos ter filhos para salvar casamentos. 

Quando planeamos ter um filho temos de ser conscientes do que nos será exigido.

Conscientes, acho que é a palavra que define tudo o que queria dizer sobre este assunto.

Do Outono...

Desde miúda que o Verão é a minha estação do ano.

Adoro o Verão e tudo o que lhe está associado, sou definitivamente uma pessoa de calções e t-shirt, adoro fins de tarde longos, adoro o pôr do sol na praia, adoro noites quentes na esplanada.

Mas há qualquer coisa nos primeiros dias de Outono que traz magia aos nossos dias. 

As cores de Outono são sempre muito bonitas, e há qualquer coisa de mágico na luz dos finais de tarde de Outono. 

As cheiros mudam, os dias ficam mais curtos, o friozinho começa a aparecer e já nos apetece uma mantinha polar na cama, começamos a comer comida mais "quentinha" e a vestir mais roupa, as t-shirts guardam-se e trocamos os chilenos e sandálias por sapatos fechados, mas devagar porque os pés não gostam destas mudanças radicais.

Desde miúda que o Verão é a minha estação do ano, mas confesso que com a idade, a magia do Outono me fascina cada vez mais.

 

Coisas #40

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1 Coisa: Sabes que estás a ficar meia tontinha quando vais jogar o lixo e paras pelo caminho a apanhar duas ou três embalagens que encontras pelo chão... (também faço isso na praia, acho que as pessoas já começaram a reparar...)

 

2 Coisas: Nesta altura do ano vemos sempre fenómenos extraordinários, especialmente da parte dos portugueses que vivem no estrangeiro, e não, não vou falar do quase francês que eles tentam falar. Desde jogarem-se às rotundas como se alguém lhe tivesse dado um cartão de prioridade em qualquer circunstância, passarem à frente nas filas porque têm pressa, a vir jogar embalagens no lixo (a reciclagem lá fora deve ser diferente daqui) em calção e soutien, já vi de tudo desde que o nosso querido mês de Agosto começou.

 

3 Coisas: Sempre disse para mim mesma que não queria viver ao pé de uma escola. Sempre que saía da escola e ouvia aquela gritaria toda pensava que devia ser horrível viver ali perto e estar a ouvir constantemente gritos de miúdos sem interrupção. Quando construíram o complexo escolar perto de minha casa, fiquei muito agradecida, mas sempre que passo lá à porta ainda penso o mesmo... "Fogo, ainda bem que não vivo mesmo aqui, acho que dava em maluca."

Eu adoro crianças, os meus filhos também são muito barulhentos, mas aquela gritaria de muitos miúdos juntos põe-me os nervos em franja, chamem-me fina se quiserem.

Ora isto tudo para dizer que vivo numa zona residencial, numa rua com quatro moradias, onde passam poucos carros, com horta atrás e à frente de casa, os únicos barulhos que costumamos ter são os cães (há dezenas de cães na zona, incluindo os meus), as galinhas da vizinha e as rãs da ribeira que passa ali perto, ao anoitecer. Quando decidiram abrir um centro de explicações na garagem da moradia ao lado da minha não me incomodei nada, porque eles estavam lá dentro e ninguém os ouvia. Mas os donos deixaram aquilo e alugaram. Hoje o centro de explicações é um espaço de ATL, com o seu pico de utilização nesta altura do ano. Conclusão: Gritos e apitos desde as 8h da manhã... Eu que adoro tomar o pequeno-almoço lá fora até tenho evitado, porque ouvir putos a gritar desenfreados às 8h da manhã não é propriamente uma boa forma de melhorar o meu humor matinal... Enfim sempre ouvi dizer que cada um tem o que merece... E nem vos vou falar de como é complicado entrar na minha garagem entre as 18h e as 19h...

 

4 Coisas: Eu sei que estou sempre a dizer isto, mas ver noticias neste país (se calhar nos outros também) é exasperante. A forma como se exploram os assuntos neste momento chega quase a ser nojento (peço desculpa mas é mesmo assim que vejo as coisas). 

Ora então tivemos uma onda de calor, e imaginem só... as chamadas para o INEM tiveram muito tempo de espera... Constatar o óbvio não é noticia senhores jornalistas. O jornal i até faz capa de uma suposta investigação acerca do "caos no INEM".

Pessoas, quando estamos com um alerta vermelho e temos uma situação extrema é normal que aumentem as chamadas para o INEM (especialmente porque continua a haver muita gente que não sabe o que fazer à vida por isso liga para lá porque lhe doí um dedo). E por mais que fosse perfeito o reforço de meios nestas alturas, todos sabemos que isso não é muito viável, muito menos com um estalar de dedos. Ver os jornalista explorar este assunto sem abordar a verdadeira questão é repugnante. Ver jornalistas a perguntar, a pessoas que têm o fogo às portas de casa, como se sentem é repugnante. Ver posts de Facebook, muitas vezes de pessoas que não estão em Portugal, a atacar tudo e todos é repugnante.

Ultimamente tenho vontade de me esconder nos livros e não sair deles, mas eu sei que há um mundo lá fora e por mais que eu tente não consigo não estar a par do que se passa nesse mundo. Mas confesso que cada vez é mais difícil escolher a fonte da minha informação.     

 

5 Coisas: O calor cedeu e já é possível respirar outra vez, e reforço, eu adoro o verão.

 

6 Coisas: Farte-me de comprar livros no OLX estes dias, acho que vou dar uma volta lá em casa e por uns quantos à venda também, só para fazer a coisa circular.  

 

Dos Pearl Jam

Normalmente quando alguém me pergunta qual é a minha comida favorita, ou a cor favorita ou a bebida favorita, fico sempre na dúvida e tenho imensa dificuldade em escolher só uma, gosto de muita coisa e há alturas que gosto mais de umas coisas e alturas em que gosto mais de outras, mas quando alguém me pergunta qual a minha banda favorita eu sei a resposta. Pearl Jam, desde dos 15 ou 16 anos que é e provavelmente sempre será a banda do meu coração.

Comprei os bilhetes para o Alive'18 em Dezembro, achei um pouco loucura, mas o burburinho de que iam esgotar era tanto que acabei por comprar. Os R's reservaram uma casa em Janeiro, combinámos tudo e preparámos-nos para um fim de semana em Lisboa, com amigos, passeio e comidinha da boa, que quem nos conhece sabe para nós, é fundamental comer bem.

A minha avó teve um avc dia 8 de Março deste ano e desde essa altura estava no hospital. Nunca mais me lembrei do concerto até que começaram a bombardear-nos com publicidade na televisão. Nessa altura percebi que havia fortes probabilidades de não conseguir ir, no inicio de Julho a minha avó piorou significativamente e sabia que a minha mãe não ia estar com cabeça para ficar dois dias com os miúdos e ir a vir do hospital com o meu avô a não aceitar o facto de a minha avó estar a morrer, infelizmente devagarinho.

No dia 11 despedimos-nos dela, no dia 13 de manhã foi o funeral e no dia 13 ao final do dia, saí em direcção a Lisboa, com os amigos de sempre que me apoiaram desde do primeiro minuto.

Porque é que fui ao concerto no dia a seguir ao funeral da minha avó, podem perguntar vocês. Porque ir ou não ir já não fazia diferença nenhuma para ela, porque ela queria sempre que eu aproveitasse os bons momentos e detestava saber que estava a atrapalhar a minha vida, porque a minha mãe não me permitiu não ir, porque o meu homem sabia como me ia sentir se não fossemos e porque toda a gente sabia que eu queria muito ver aquele concerto. Por isso tudo, eu fui.

E foi indescritível, talvez por estar um pouco anestesiada de todo o peso dos dias anteriores, talvez por os últimos meses terem sido tão difíceis, talvez por estar cansada de toda a confusão à minha volta, o concerto foi para mim quase como uma terapia. 

Ficámos longe e vimos o Eddie Vedder de longe, mas na verdade não tinha feito diferença se tivesse visto de perto, porque mais de metade do concerto estive de olhos fechados, como se a voz dele e as melodias fossem um qualquer mantra recuperador.

Adorei cada instante, sei que para muitos o facto dos ecrãs estarem a emitir a preto e branco não foi bom, porque estávamos longe e convinha ver tudo um pouco mais real, mas eu adorei todo aquele espectáculo, o jogo de luzes, os ângulos e detalhes de filmagem, as sombras, os pormenores, adorei tudo e sim eu tenho uma queda grande pelo B&W por isso sou suspeita, mas para mim foi tudo bonito, classy, não estava à espera. 

No final só tive pena de eles não terem cantado mais umas músicas, sei que eles queriam, mas a organização não deixou, afinal era um festival, não um concerto dos Pearl Jam.

O Eddie Vedder como sempre arrasou, não sei como ele é noutros países, mas em Portugal o homem vibra a tentar falar português e deixa-nos sempre com a sensação que adora isto. 

O Matt Cameron deu espectáculo como sempre na bateria, com a sua t-shirt de homenagem a Chris Cornell.

O Mike McCready está velho, mas calou toda a gente com os seus solos de guitarra incríveis.

O Jeff e o Stone, como sempre nunca desiludem. Acho que o Jeff é o único que parece que não envelhece, também acho que é o mais novo deles todos.

Adorei cada minuto, adorei a companhia, adorei o B&W e nunca pensei que me sentisse tão bem depois de tudo o que vivi nos últimos meses. Obrigado Pearl Jam, obrigado meu amor por me obrigares a ir, obrigado aos amigos que me acompanharam e àqueles que gostava que me tivessem acompanhado, muito obrigado R's por estarem lá comigo. Sou uma gaja cheia de sorte.

 

Nota: Fiquei fã de Franz Ferdinand, eles dão um concerto altamente, recomendo.

 

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Coisas #39

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1 Coisa: Os miúdos estão fartos da escola. Para o ano tenho mesmo de pensar em algo mais organizado para eles.

 

2 Coisas: A minha avó faleceu há uma semana. Após 4 longos de meses de altos e baixos, em que os dias bons eram depressa apagados pelos dias maus, de muita angustia e aperto no coração, depois de pedir muito o descanso dela porque ninguém merece sofrer assim, ela finalmente descansou. A mulher que substituiu a minha mãe sempre que esta não podia, que me ajudou a fazer os trabalhos de casa mesmo sem saber ler, que me ensinou a fazer feijoada, papas de milho e batatas da panela, que me mostrou que se pouparmos conseguimos muito daquilo que ambicionamos e que acima de tudo me ensinou a ajudar sempre o próximo, hoje já só vive no meu coração. 

 

3 Coisas: Agora que estamos em época de muitos cartazes, recados, informações e flyers, por favor pessoas, usem o corretor ortográfico. É assustador ver a quantidade de erros ortográficos e gramaticais que o pessoal deixa passar antes de imprimir uma simples folha A4 com a informação de que "O descanço do pessoal é á Terça-Feira".

 

4 Coisas: Verão, quando é que era suposto chegares mesmo?

 

5 Coisas: Hambúrguer de Curgete, experimentem é divinal.

 

6 Coisas: Os missais precisam urgentemente de ser editados. Fui ler a leitura no funeral da minha avó e o pessoal escrevia aquilo tudo sem virgulas. Se não tivesse editado o texto mentalmente antes de ler tinha desmaiado com falta de ar. 

 

Sunshine Blogger Award

 

 
 
Fui nomeada pela Gorduchita, muito obrigada pela lembrança ;)
 
As regras são:
 
* Agradecer à Blogger que te nomeou;
 
* Responder às 11 perguntas que te foram dadas;
 
* Nomear 11 bloggers e fazer-lhes 11 perguntas (no fim do post);
 
* Colocar as regras e incluir o logótipo do prémio no post.
 
As minhas respostas:
 
1. O que farias se tivesses a certeza que não serias apanhado/a?
Fazia várias coisas, como por exemplo, entrar num museu à noite, fazer "o amor" num sitio diferente, tipo elevador ou assim, ou trazia um daqueles robes dos hotéis para casa, um daqueles bem fofinhos. 
 
2. Gostas do que fazes a nível profissional?
Já gostei mais, mas também já fiz mais, estamos numa fase complicada na empresa... Mas acima de tudo, já gostei mais da minha profissão, gostava muito de fazer outra coisa, mas tenho muita dificuldade em definir o quê.
 
3. O que mudarias no teu/tua parceiro/parceira?
A teimosia, aquela necessidade que ele tem de estar sempre certo (infelizmente na maioria das vezes está) e teimar até conseguir provar isso, às vezes dá-me cabo dos nervos.
 
4. O que mudarias em ti?
Assim já, já, a minha falta de paciência. Em termos mais alargados a minha capacidade de "remoer as coisas", passo demasiado tempo a reviver situações que me deixaram triste ou desiludida e isso consome-me. 
 
5. Que ações tomas, no dia a dia, para reduzir o teu impacto ecológico?
Reciclo, Reutilizo e tento Reduzir (às vezes não me deixam). Tenho a felicidade de trabalhar ao pé de casa e da escola dos miúdos por isso ando maioritariamente a pé. Consumo muitos produtos da horta e no geral compro fruta da época (excepto bananas). Cada vez mais compro na praça e não nas grandes superfícies. 
 
6. Serias capaz de te tornar vegan?
NÃO! Honestamente não acredito muito nas novas tendências da alimentação, não gosto de extremismos. Sou omnívora, faço refeições vegetarianas e gosto (até temos um dia vegetariano lá em casa) mas acho o conceito Vegan um pouco desajustado, não julgo mas também não gosto que me tentem vender que é o segredo de uma vida saudável e da "paz no mundo". 
 
7. Como são as tuas férias de sonho?
Roadtrip por um dos muitos países do mundo, assim no topo da lista tenho o Canada, USA e Argentina. Um dos meus top 10 que gostava também muito de visitar, mas aqui já não seria tanto em modo roadtrip e mais em modo aventura é a Costa Rica. 
 
8. Ficas moreno/a com facilidade ou és daqueles/as que não há sol que te pegue?
Já fiquei mais morena, mas também já andei menos protegida. Mas sim fico morena com bastante facilidade.
 
9. Livro que ainda não leste mas que gostarias de ler?
Os Miseráveis de Víctor Hugo.
 
10. Alguma vez experimentaste drogas ilegais?
Drogas leves sim.
 
11. Se tivesses de mudar de país e tivesses escolha, para onde irias?
Bom na verdade acho que não iria... Como é que hei-de explicar... Adorava viver noutro país,mas acho que gosto demasiado do nosso cantinho para ir viver para outro país.
Se a pergunta fosse que países é que gostavas de viver por um tempo, assim por um ano, mas depois voltar (e para isto tinha de estar muito bem na vida), consigo enumerar alguns:
Canada, Itália, India, Japão, Estados Unidos da América, uma das muitas ilhas do Pacífico e Brasil.  
 
As minhas perguntas:
1. Fazes desporto porque gostas, porque tens de fazer ou não fazes de todo?
2. Costumas sonhar acordado/a (tipo imaginar que vives noutro país ou noutra casa...)?
3. O local onde vives responde às tuas necessidades (tem aquilo que precisas no dia a dia)?
4. Quando foste pela última vez ao cinema? E já agora qual foi o filme que foste ver?
5. O fim de semana é bom para...?
6. Tens um café (ou estabelecimento comercial) onde te sentes em casa?
7. Gostas de ler na praia?
8. Ainda te lembras do que lias em miúdo/a? Qual era a colecção que lias?
9. Gostas mais de trabalhar em grupo ou sozinho/a?
10. Ainda lês o jornal ou nunca foi um hábito?
11. Achas que és feliz ou ainda andas a tentar perceber?
 
As minhas nomeações:

Chic'Ana

Cláudia Oliveira

Nay

Gorduchita (sim eu sei que já respondente a vários, sorry!)

Daniela Barbosa

Just_Smile

Drama Queen

 

Eu sei que não são onze, mas não tenho mais :P

Coisas #38

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1 coisa: Cada vez gosto menos de segundas-feiras... mas tenho de melhor o meu humor de manhã nestes inícios de semana...

 

2 Coisas: Convenhamos, já não há quem aguente este tempo de merda, este fim de semana até terra choveu... sim eu sei que veio do deserto e afins e que prova que a força da natureza é magnífica, mas depois de ter andado a lavar o patio... é um bocadinho frustrate.

 

3 Coisas: O Mini faz contas de multiplicar... sim multiplicar... não sei se ria se chore (ele está no pré-escolar e não, não estou a dizer que o puto é um génio, só fico surpreendida com este tipo de coisas, especialmente sem estímulo da nossa parte).

 

4 Coisas: Na escola do Mini à hora de almoço, quando eles se portam minimamente bem, o coordenador da equipa costuma colocar música para os entreter. Muito bom certo? Pois o problema é a playlist... Que passa pelo "Despacito" e vai até ao "Show das Poderosas"... Medo!!!! 

 

5 Coisas: No entanto apesar do referido acima, a rádio favorita dos miúdos cá de casa, é a M80, o que me deixa bastante mais descansada.

 

6 Coisas: Ultimamente sinto que preciso de férias, assim como de água para beber, tal é a minha disposição no trabalho (e agora colocava aqui o emoji do macaquinho a tapar os olhos (um dos meus favoritos) mas como neste site não há, imaginem só, pode ser?)