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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Do Regresso a Casa

Uma das melhores coisas de ir de férias (e sim eu vou fazer um post sobre as férias) é o regresso a casa. Especialmente quando não levamos os miúdos connosco.
Tinha saudades deles, do cheiro, dos gritos, dos beijos, de tudo, além disso adoro chegar a casa e voltar a dormir na minha cama, é assim uma coisa que me faz sentir reencontrada.
Desta vez o regresso tinha muitas coisas boas. 
O meu pai já tinha tido alta e estava em casa. O Micro já andava destemidamente por todo o lado. O Mini contou os dias para regressarmos a casa. Tudo coisas que nos fazem sentir amados e felizes.
No domingo resolvemos passar o dia com os R's porque ambos os putos, os deles e o meu, estavam a ressacar de saudades uns dos outros. E como compensação por termos ido de férias sem eles (sim porque nestas coisas, a culpa nunca nos larga) passámos a tarde juntos, na praia, não a fazer praia, mas na praia, um dos nossos sítios favoritos e acabámos em nossa casa a jantar pizza e sushi.  
Depois de lanchar-mos fomos dar um passeio junto ao mar e o cenário era este.
 

 

E nesse passeio senti-me uma mulher cheia de sorte que tem tanto tão bom à sua volta que não tem razões para se queixar. Sem duvida que recarreguei baterias para tudo o que ai vem, seja bom ou mau. Este cenário tem sem dúvida poderes curativos.

E ser testemunha do crescimento da amizade dos R's e dos meus filhos é algo que me enche o coração, de uma forma difícil de explicar.

Só por um regresso destes vale a pena ir de férias, mesmo sejam curtas como as nossas foram.

Dos Filmes Infantis

No mês passado, falei aqui da minha luta contra a rendição às musicas infantis. 

Hoje venho falar acerca da minha rendição aos filmes infantis.

Basicamente não lutei. 

Em miúda papava filmes infantis em barda, sabia decor as falas da Pequena Sereia e do Rei Leão, entre outros. Tinha os VHS de alguns e sempre que me deixavam estava agarrada eles.

Depois passei para outro tipo de cinema e abandonei por completo os filmes infantis. Nunca fui ao cinema ver um filme infantil. Pretendo ir com os putos mas ainda não chegou o dia.

No entanto, ao contrário da musica infantil contra luto com todas a minhas forças, rendi-me aos filmes infantis quase no primeiro momento. Desde que o Mini começou a ver televisão que os filmes infantis fazem parte do nosso dia a dia. Vemos de tudo um pouco, clássicos da Disney, novidades, Super Heróis, Princesas, parvos, enfim, de tudo um pouco.

A verdade é que muitos filmes infantis actualmente estão muito bons e às vezes até parece que são mais direccionados para os adultos do que para os miúdos. 

A verdade é que cá em casa todos vemos filmes infantis, rimos das piadas e até as usamos no dia a dia. 

Já fiz figura de totó porque fiz uma piada de um filme infantil e ninguém percebeu... Pelos vistos é uma cena de pais de putos pequenos que os outros não percebem.

Recomendo muitos dos filmes infantis que estreiam atualmente. A maioria tem uma mensagem excelente e uma fotografia magnifica.

Sim é verdade que dos mais atuais já sei algumas falas decor também devido à quantidade de vezes que eles passam na minha televisão, mas ao contrario das musicas infantis, com os filmes infantis eu não me importo.

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Do domingo mais concorrido do ano

Este foi o domingo mais concorrido do ano.

Foi Dia da Mãe, foi Dia do Trabalhador e foi dia da festa de primeiro aniversário do Micro.

Ora vejamos, o Dia da Mãe foi passado de manhã e parte da tarde ao fogão, o dia de Maio não foi com piquenique, como é tradição mas ao final da tarde houve caracóis, o dia da festa do primeiro aniversário do Micro, foi bom, estava um fim de tarde óptimo e estivemos no jardim, entre comes e bebes até à noite. Muitos putos com a adrenalina ao máximo, muitos bebés e muitas mães felizes e babadas em Dia da Mãe. Correu tudo bem e para o ano há mais. Espero que em dias da semana diferentes se possível para poder usufruir das coisas como deve de ser.

 

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Das músicas Infantis

Quando o Mini nasceu entrei em pânico com o facto de todos os brinquedos terem uma musiquinha lalala irritante. 

Lembro-me que na altura até sugeri à Chicco a colocação de uma entrada USB nos brinquedos para podermos colocar a musica que quiséssemos.

Sempre resisti com todas as minhas forças à introdução na nossa rotina diária de músicas lalala, leia-se música infantil. Não tenho puto de paciência, confesso. Filmes infantis eu vejo e até gosto agora música infantil mexe-me com o sistema.

Eu sei que os miúdos gostam e afins mas é pah desculpem lá, mas eu preciso de manter a minha sanidade mental e para isso preciso da minha música. Eles na escola cantam as músicas que quiserem e assim somos todos amigos.

Uma amiga minha dizia-me um dia, em viagem no carro dela, enquanto tocava o cd do "Avô cantigas" ou qualquer coisa do género, que eu ia acabar por me render. Até agora, o Mini com quase 4 anos e o Micro com quase 1 ano, em casa no carro e em todo o lado (como a Radio Comercial) ouvem a minha música, seja ela qual for.

Não, o Mini não canta Pearl Jam a plenos pulmões como vemos às vezes em videos no youtube e muitas vezes diz que não gosta e pede para mudar. Há músicas que gosta muito e pede para ouvir outra vez. No geral não gosta que eu cante (deve ser porque canto bem) e o Micro ouve qualquer coisa que dê para ele se abanar um bocadinho.

Eu sei que em muitas coisas no que se refere à educação não sou muito convencional mas também sei que é muito mais fácil ceder às pressões da sociedade e fazer a vontade ao mundo, vivendo segundo as teorias que estão escritas em mil e um livros(e eu já li uns quantos) e deixar-nos ir, é mais fácil eu sei que é, eu deixo-me ir em muitas coisas, rendo-me, mas noutras simplesmente não consigo. 

A música sempre teve um papel importante na minha vida e até ver não me arrependo de não ter o cd da "Xana Toc Toc" a tocar no rádio do carro.

 

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Disto de ser mãe #1

Sabemos à partida, quando entramos nesta aventura de ser mãe, que não há manual de instruções, por mais livros que se escreva sobre o assunto (eu já li vários), cada criança é um ser individual que se comporta segundo um parâmetro previamente estudado e esmiuçado ao pormenor mas apresenta bastantes desvios a esse parâmetro fazendo com que tudo o lemos e todas as teorias sobre educação e parentalidade sejam muito bonitas mas nem sempre funcionem.

Eu tenho a prova disso em casa, tenho dois filhos que são completamente diferentes um do outro e são educados pelos mesmos pais. Tenho plena noção que o mais novo nos engana a todos com uma pinta desgraçada e vai levar a dele avante muito mais vezes que o irmão.

Além da educação e das regras, também não há manual de instruções para as decisões difíceis.

O Mini foi à tal visita de estudo, como já falei aqui. Ontem o pai foi levá-lo à rodoviária às 06:15 da manhã e eu fui buscá-lo às 21h. Correu tudo optimamente, esteve sempre bem disposto e a educadora e auxiliar que ficou encarregue por ele, disse que teve um comportamento exemplar. 

A primeira coisa que me disse assim que saiu do autocarro foi: "Mãe, eu portei-me bem!" 

Foi muito reconfortante ver o sorriso dele estampado no rosto, a alegria e entusiasmo com que me contou tudo o que viu e ouvir a pessoa que foi responsável por ele dizer que o posso mandar sozinho sempre que quiser porque ele não dá trabalho.

Mas e o resto... não há manual de instruções para ajudar a tomar a decisão que nós (o pai e eu) tomámos, não há manual de instruções para nos libertar da sensação de abandono que sentimos ao ver que o nosso filho é o único que vai sem acompanhante e principalmente não há manual de instruções que nos ensine a não sentir o coração apertado durante todo o dia e a não sentir que não fizemos tudo certo, já que fomos os únicos que mandámos um puto de três anos para uma visita de estuda a 230km de distância de casa sozinho...

Em resumo, o Mini sem duvida que aproveitou muito mais assim do que se os pais ou mesmo um dos pais o acompanhasse. Não houve birras, não houve Mini agarrado às pernas da mãe ou Mini a não querer entrar ou sair de um local, houve apenas um Mini cheio de sorrisos, gargalhadas, brincadeiras com amigos, lutas de almofadas e afins.

O Mini é tímido, quando os pais estão presentes ainda mais tímido se torna (não me perguntem porquê) se nós fossemos ele ia divertir-se na mesma, iam vibrar com o Tarzan (Peça do La Féria em exibição no Teatro Politiama), ia adorar os tubarões e ficar maravilhado com o peixe lua do Oceanário, não tenho duvidas disso, mas ia sempre haver momentos de stress completamente desnecessários que desta forma foram evitados.

Acho que foi uma boa decisão, mas sem duvida que foi dos dias mais estranhos e apreensivos que passei desde que ele nasceu.

 

E depois desta aventura toda, chegou a casa e adormeceu em cima da mesa, durante o jantar, enquanto fui deitar o irmão.

Despachei-o para a cama, com ele meio a dormir e quando o fui deitar, o Micro estava sentado no berço, agarrado ao mickey de peluche, caladinho à espera que o sono chegasse, o que fez com que o meu coração derretesse e lhe pegasse e o embalasse até ele adormecer, 30 segundos depois...

É como digo, não há manual de instruções nisto de ser mãe...

 

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