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Crónicas de uma Vida Pouco Privada

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Espaço dedicado à vida pouco privada de uma família de quatro, mãe, pai, mini e micro, gerido pela mãe que tenta não se esquecer de ser mulher e companheira quase todos os dias...

Quinze anos de Nós

Este foi o ano dos quinze anos.

Fomos a Paris e à Disney em jeito de comemoração, com a família completa e um bocadinho antes do tempo, mas no dia 19 revivemos um pouco os anos que já passaram.

Quinze anos de amizade e companheirismo.

Quinze anos de gargalhadas e lágrimas.

Quinze anos de abraços.

Quinze anos de sorrisos cúmplices. 

Dois filhos, dias tristes, dias muito tristes, dias felizes e dias muito felizes, conheço-o de cor assim como ele me conhece a mim.

Quinze anos de nós!

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Da Disney...

Pela terceira vez fui à Disneyland Paris e adorei, mais uma vez.

Ás vezes acho que vivo mais aquilo que os miúdos.

Da primeira vez que fui, estava no nono ano, fui pela disciplina de Francês e dessa viagem tenho mais memórias de Paris do que da Disney propriamente dita.

Na vez seguinte fui com o homem, estava um tempo horrível. Tivemos muito muito frio e passamos demasiado tempo em filas, mas adorei cada minuto na mesma.

Desta vez tudo indicava que o tempo ia estar mau de novo, mas afinal acabou por não chover e só tivemos um dia de nevoeiro mais cerrado.

Fomos quatro dias com meia-pensão, ficámos no Hotel Santa Fé e a experiência fui muito, mas mesmo muito positiva.

O Hotel era muito simpático, cheio de alusões ao filme "Cars", com a banda sonora do filme a passar em loup. A comida era muito boa e havia muitas opções de escolha. Para os miúdos foi excelente e para nós também. Estar perto do parque, apesar de precisarmos do autocarro gratuito foi óptimo também. 

Os dias começavam no parque com um pequeno-almoço generoso, do qual sobrava uma parte para o lanche. 

De mapa na mão fomos riscando da lista o que íamos vendo e marcando aquilo que queríamos repetir. 

O parque da Walt Disney Studios cheio de stormtroopers foi uma óptima surpresa.

Conseguimos ver tudo o que estava aberto nos dois parques, e repetimos algumas coisas porque eram boas de mais e tínhamos tempo.

Nunca choveu, as filas não eram enormes como me lembrava e os miúdos aguentaram-se ao andamento. São dias cansativos, mas que valem tanto a pena.

Toda a magia que envolve aquele local, a música, as personagens Disney por todo o lado, as paradas, os espectáculos... tudo vale a pena e digam o que disserem a magia da Disney é boa em qualquer altura da nossa vida.

Pequenas notas:

As montanhas russas são todas a partir de 1,20m ou 1,40m e isso limita o acesso aos mais pequenos;

Há algumas atracções que apresentam uma altura limite de 1,02m e o Micro ficou bem zangado por não ter atingido essa altura;

A comida a preços decentes resume-se a fast food;

O espectáculo do final do dia, ao fecho do parque é magnífico. 

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"Growing old is mandatory, but growing up is optional." - Walt Disney

De Paris...

Pela terceira vez na minha vida fui a Paris e à Disney, e mais uma vez adorei.

Confesso que não me agrada nada ouvir falar francês, é um língua que não me atrai, que acho pouco interessante na verdade, mas cada vez percebo mais e nos dias bons já consigo articular qualquer coisa. Não sendo propriamente fã da língua francesa, é um pouco incoerente que goste tanto de França... Sempre que vou a Paris relembro-me de como adoro aquela cidade, a imponência da construção Napoleónica e Haussmanniana, extremamente bem organizada e com edifícios cúbicos em avenidas largas, bairros estruturados e cheios de vida. 

Dos vestígios da "belle epóque" aos testemunhos dos anos loucos de Monmatre, à "Vie en Rose", tudo me faz viajar de certa forma para uma espécie de filme que só consigo ver lá.

Adoro as boulangeries, o marché aux poissons e as fromagerie. Perco-me facilmente a passear por lá só por passear.

É uma cidade cara, mas merece tanto, mas tanto uma visita. 

Desta vez fui com o homem, os miúdos e a minha mãe, tinha-lhe prometido que quando fosse à Disney com os miúdos a levava e assim foi. Para ela e para os miúdos era a primeira vez em Paris, por isso quis mostrar o principal no único dia que íamos lá passar.

Fizemos um tour mais ou menos pequeno que começou em Montmartre, com a visita ao Sacré-Cour onde ainda apanhámos uma parte da missa, o que foi bastante interessante. Depois descemos a pé, pela Place du Teatre e pelas ruazinhas cheias de pequenas lojas, peixarias, queijarias, padarias e restaurantes pitorescos até ao metro junto ao Moulin Rouge, com destino à Torre Eiffel. Subimos ao último andar da torre, apesar dos miúdos não estarem muito confiantes numa subida tão alta. Como o dia estava limpo, consegui mostrar à minha mãe toda a vista da cidade, e os miúdos acabaram por perceber que afinal não iam cair de lá de cima.

No Troncadero, apanhámos o Batobus, que é uma espécie de autocarro turístico, com paragem nos monumentos principais, mas em versão barco, possibilitando assim o tradicional cruzeiro no Sena. 

Desta forma visitámos ainda a magnífica catedral de Notre Dame, que não me canso de dizer que é linda e os Jardins do Louvre e Champs Élysées. 

Ao final do dia regressamos ao nosso apartamento. Reservei o apartamento no AirB&B como já fiz outras vez e mais uma vez a minha experiência foi excelente, o apartamento era muito bom, muito confortável e muito bem localizado, com padaria, supermercado e estação de RER à porta. Apesar de ser mais longe do centro de Paris, foi sem dúvida uma excelente escolha.

"We'll always have Paris"

Do romantismo...

Em Fevereiro, eu e o homem, comemoramos 15 anos de namoro, 15 anos de vida a dois. Não casámos por opção e ao fim de pouco mais de 6 meses de namoro estávamos a viver juntos. 
Somos o resultado de uma longa amizade que se transformou em algo mais, não imagino a minha vida sem ele e às vezes tenho dificuldade em lembrar-me como era antes de ele fazer parte dela.
Não somos românticos, nem eu nem ele, nunca fomos de grandes declarações e manifestações de amor. Digo-lhe que o amo quando sinto essa vontade ou ás vezes necessidade e normalmente só preciso de um abraço dele para lhe ler os pensamentos.
Este ano vamos comemorar o nosso aniversário em Paris, o que é um verdadeiro cliché, especialmente para quem acabou de afirmar que não éramos um casal romântico, mas queríamos levar os miúdos à Disney e o ano era este e pensei porque não Fevereiro, fui ver os preços e é sem dúvida a melhor altura para lá ir por isso, juntámos as duas coisas e vamos comemorar um bocadinho antes da data, mas isso pouco importa, o que interessa é viver o momento e aproveitar Paris da melhor forma possível.
Apesar de afirmar que não sou romântica, a música que oiço muitas vezes tenta mostra-me o contrário. Sou daquelas pessoas que se arrepia quando ouve uma música boa ou que chora se a letra o proporcionar. Quando saiu "Assim Nasce uma Estrela" quis ver o filme imediatamente, primeiro porque o "Shallow" já andava a tocar online e eu adorei a múscia ao primeiro instante, depois porque gosto daquele estilo drama/musical, também porque li que o Bradley Cooper tinha pedido conselhos ao Eddie Vedder acerca de realizar o filme ou não e estava muito curiosa com o resultado, depois porque sabia que a Lady Gaga tem uma voz fenomenal e tinha mesmo de ouvir tudo aquilo que ela tinha para nos cantar. Chorei boa parte do filme, provavelmente porque a personagem do Bradley Cooper me faz lembrar um pouco o Eddie Vedder e porque a letra da maioria das músicas é realmente intensa. 
E ai voltamos a falar do romantismo, há músicas no filme que são verdadeiras declarações de amor.
"I'll never love again" é uma delas e eu choro quase todas as vezes que a oiço. E não me chamem lamechas, sou só sensível e pelos vistos romântica ;)
 

E sim eu sei que é a segunda vez que estes dois vêm à baila, mas gosto particularmente deles neste momento. 

 

...

Normalmente passamos o aniversário de namoro sozinhos. 

Ás vezes vamos passear o fim de semana fora, outras vezes vamos só dar uma voltinha por perto de casa e às vezes vamos mesmo só jantar fora.

Este ano não tínhamos grandes ideias, mas por coincidência e por uma questão de preços, procurámos os dois a mesma coisa. Mértola.

Mértola era um daqueles passeios do "vai para fora cá dentro" que sempre quis fazer, por coincidência, em Fevereiro era um sitio bastante atractivo em termos de preço. 

Daí a convidarmos os R's foi um saltinho. Os quartos familiares tinham preços bastante interessantes e os miúdos andavam a pedir para passear juntos há séculos.

Foi um excelente fim de semana, cheio de pequenas aventuras, com uma paisagem muito bonita e excelente comida.

Mértola é sem dúvida um pequeno tesouro escondido, cheio de histórias e pequenos museus que nos transportam para outros tempos. É surpreendentemente bem organizada em termos turísticos e muito agradável.

Ainda nos aventurámos no Pulo do Lobo e nas minas de São Domingos, dois locais de visita obrigatória naquela zona.

Foi um fim de semana cheio de história e geologia, comida boa e muito boa companhia.

E assim celebrámos os nossos catorze anos de união.

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Dos 14 anos de Nós

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Fevereiro será sempre um mês especial para nós e não, não é por causa do dia dos namorados.

Em Fevereiro comemoramos o nosso aniversário, há catorze anos atrás a nossa amizade passou a algo mais.

Hoje olho para trás e vejo que já passamos tanto, mas tanto, no entanto cá estamos, juntos para o que der e vier.

Catorze anos de aventuras, de sorrisos, de tristezas, de dias bons, de dias muito bons, de dias maus, de dias muito maus, de dúvidas, de certezas, de gargalhadas, de abraços, de tardes no sofá a ver filmes, de confrontos de ideias, de choros, de passeios, de viagens, de amor, de ternura, de carinho, de vida.

Catorze anos depois, dois filhos depois, uma casa depois, agradeço o dia em que escolhi o meu melhor amigo como o meu parceiro para a vida. 

Para o ano vamos a Paris!  

Dos 13 anos de Nós

Este ano contámos treze.

Este ano os preços dos hotéis estavam estupidamente caros e também estava preguiçosa para fazer grandes buscas.

Este ano o nosso aniversário calhou ao fim de semana o que complica um pouco as coisas em termos de ocupação dos miúdos, por isso, este ano não saímos. 

Este ano fomos só jantar fora, ao novo japonês da cidade e degustámos pratos diferentes regados de bom vinho e voltámos para casa para o nosso refúgio.

Este ano foi o nosso pior ano em termos de discussões e desavenças. Sei que muito do que acontece à nossa volta nos influencia e o estado de saúde do meu pai, da minha avó, os nossos "maravilhosos" trabalhos, o pouco tempo disponível, as birras dos miúdos e afins são factores de ruptura e tudo isso influenciou o bem estar na nossa relação. 

Mas como sempre e porque, por isso é que ao fim de treze anos estamos juntos, demos a volta por cima e sei que nos continuamos a amar e hoje mais do que nunca.

Este ano continuei a afirmar "Sou Feliz Contigo" e isso é o mais importante.

 

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E esta foto representa isso mesmo, o sou feliz contigo. Treze anos de amor, cumplicidade, amizade, teimosia, rezinguisse, mau feitio, dias bons, dias maus, dias excelentes, dois filhos que amamos mais que nós e muitos sorrisos e gargalhadas sentidas. 

Do Nosso Fim de Semana

Este fim de semana, fez sol finalmente!

Andava a ressacar de uns dias assim, solarengos, mornos, preenchidos e cheios de actividade.

Fizemos de tudo um pouco, arrumações, limpezas, pinturas, almoços com os melhores amigos, passeios pela cidade, passeios pela praia, jantares românticos. No final do dia de domingo passámos de uma tarde de verão para um final de dia de inverno e fugimos para casa porque estava a ameaçar chover, como se pode ver nas fotos. Mas foi excelente na mesma.

Foi óptimo. Venham mais assim.

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